quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Setembro Verde 2012: programação gratuita revela ações globais de preservação ambiental e cultural, em SP
Para aproximar o público de temas relacionados a políticas
nacionais – Código Florestal e usina de Belo Monte, por exemplo – a Matilha
Cultural, em parceria com outras entidades, movimentos e coletivos, realiza a
4ª edição do projeto Setembro Verde, que começou nesta terça-feira (11 de Setembro).
Até o dia 14/10, a cidade de São Paulo terá programação
multimídia gratuita, que inclui mostra de filmes, debates, palestras e
atividades com destaque para mobilizações globais de proteção ao meio ambiente
e preservação cultural.
Com mais de dez filmes que abordam as mudanças para a vida
do planeta feitas por pessoas e novas ideias para o futuro do planeta – entre
eles, “Xingu”, “Confissões de um Eco-Terrorista”, “A conspiração da Lâmpada” e
“Vai lá e Faz” –, a Mostra Setembro Verde de Cinema 2012, parceria do
CineMatilha e do CineSocioAmbiental, interage com duas exposições de artes de
artes visuais expostas na Matilha Cultural:
- “-40ºC a +40ºC. Antártida a Amazônia”, projeto de Barbara
Veiga, que reúne imagens de campanhas contra a caça de baleias no Polo Sul e de
povos indígenas em busca de preservação cultural no Acre, e
- “Ngô Meitire – Água, Valiosa Água”, instalação multimídia
sobre o Xingu, com fotos, vídeos e intervenções artísticas.
O projeto ainda promove:
- maratona de desenvolvimento de aplicativos digitais
focados no tema do Código Florestal brasileiro;
- exibição de um minidocumentário sobre a inicitativa Pimp
My Carroça, do grafiteiro Mundano, e
- a comemoração do Dia Mundial Sem Carro, em 21/09.
Confira a programação completa no site da Matilha Cultural.
Setembro Verde 2012
Onde: Matilha Cultural - Rua Rego Freitas, 542, Centro, São
Paulo/SP
Quando: 11/09 a 14/10
Informações pelo telefone: (11) 3256-2636
Italiano cria forno solar capaz de dessalinizar água
O designer italiano Gabrielle Diamanti criou uma tecnologia
simples para transformar água salgada em água potável. O projeto foi apelidado
de Eliodomestico e também funciona como forno solar.
A inspiração do designer veio a partir de uma comoção frente
à crise mundial de água e pela intenção em criar um equipamento que pudesse auxiliar
comunidades em todo o mundo, que sofrem por não terem acesso à água limpa.
Nem sempre as tecnologias precisam ser complicadas para
serem eficientes. A criação de Diamanti é a prova disso. O Eliodomestico
funciona como um coador de cabeça para baixo, que dessaliniza a água salgada.
O forno cerâmico é divido em três partes principais. O
recipiente preto é o local onde a água salgada é armazenada. Assim, com o calor
do sol a água cria vapor, que é empurrado pela pressão através de um tubo de
seção. O vapor é condensado contra a tampa do forno, na parte inferior, e em
seguida escorre para a bacia de coleta.
De acordo com o criador, a estrutura é capaz de produzir até
cinco litros de água potável por dia. Outra vantagem é o preço para a
fabricação, estimado em US$50, aproximadamente R$100. O forno foi projetado com
um design ideal para ser carregado na cabeça, forma comum à África subsaariana.
O designer pretende criar projetos que permitam que famílias
necessitadas em todo o mundo tenham acesso ao Eliodomestico.
Fonte: Ciclo Vivo
Saiba como fazer adubo orgânico líquido
Aqui no blog, nós frequentemente damos diversas dicas para fazer
hortas caseiras. Muitos leitores se deparam com a dúvida de como fazer os
fertilizantes para as plantas. Por conta disso, explicamos como preparar um
eficiente adubo orgânico líquido.
Este tipo de fertilizante é totalmente sustentável, não
degrada a natureza e ajuda no fortalecimento e o cultivo de plantas e
hortaliças. O melhor é que ele pode ser feito em casa com a receita caseira a
seguir.
Serão necessários os seguintes materiais:
- Esterco, palha ou folharada
- Garrafão plástico de 20 litros
- Restos de verduras e cascas de frutas
- Papel toalha
- Restos de comidas, vísceras de frango ou peixe
- Prego ou faca
- Tampa de garrafa plástica
- Plástico grosso e flexível 20x20 cm
- Mangueira para soro
- Garrafa plástica descartável com tampa (refrigerante, água
mineral ou suco)
- Água
O primeiro passo é colocar no garrafão uma camada de
aproximadamente 15 cm de esterco, palha ou folharada. Em seguida, preencha com
uma camada, da mesma espessura, de restos de verduras e cascas de frutas.
Até aqui você terá preenchido cerca 30 cm do garrafão com os
produtos orgânicos. Para completar a metade do volume total do objeto, coloque
papel toalha, restos de comida, vísceras de frango ou peixe.
Complete a outra metade com água, de preferência recolha da
chuva para aproveitar em seu fertilizante. Deixe apenas dois ou três
centímetros (além do gargalo) do garrafão vazios.
Fure a base do garrafão com uma faca ou prego. Se for
utilizar a faca, basta esquentar sua ponta. Para ter uma ideia do tamanho do
orifício, ele deve ser suficiente para passar a mangueira de soro.
Da mesma forma, perfure uma tampa de outra garrafa plástica
descartável. Sobre a boca do garrafão coloque um pedaço de plástico flexível,
mas resistente, e prenda com a tampa. Com isso, a fermentação da matéria
orgânica produzirá gás metano e é importante que a tampa suporte a pressão.
Insira uma das pontas da mangueira no orifício do garrafão e
a outra no da garrafa pequena e sem tampa. Isso funcionará como escape do gás
metano que será produzido.
Deixe o garrafão em canto do jardim e lembre-se de agitá-lo
ao menos uma vez por semana. Dependendo do clima, passado dois ou três meses a
matéria orgânica terá se transformado em um líquido escuro e sem cheiro.
Coloque um litro da substância em dez litros de água e está
pronto o adubo orgânico. Agora basta aplicar o líquido nas plantas. Com
informações do Bem Simples.
Fonte: CicloVivo
Companhias transformam esgoto em água limpa
A água de reúso tem características que atendem a
necessidade das indústrias. A Cedae, no Rio, criou o maior projeto de uso
industrial de água tratada de esgoto do mundo.
O Brasil é um dos países que mais gastam água ao produzir
bens de consumo, mas já existem iniciativas bem sucedidas para economizar.
O país precisa de muita água limpa para produzir. A
quantidade não é pequena. No setor siderúrgico, por exemplo, para cada tonelada
de aço são necessários 15 mil litros de água.
Uma simples calça jeans consome aproximadamente 11 mil
litros de água, do plantio de algodão até a confecção. Um quilo de carne
bovina, mais de 17 mil litros de água e um cafezinho leva, até chegar na
xícara, 140 litros de água.
Como a água limpa se tornou um produto cada vez mais escasso
e caro, a indústria investe em tecnologia e consegue reaproveitar o que antes
jogava fora. O resultado vai além da economia.
O Canal do Cunha é um dos rios mais poluídos do Brasil. Além
do forte mau cheiro e da água escura, no rio não há oxigênio, é um ambiente
hostil à vida, mas é justamente do local que sai toda água utilizada numa
fábrica de produtos químicos na zona norte do Rio de Janeiro.
São 80 milhões de litros de água por mês. O suficiente para
abastecer uma cidade de 25 mil habitantes. O sistema alternativo de tratamento
livrou a empresa da necessidade de comprar água potável. Em quase dez anos, a
economia chegou a R$ 25 milhões. “Basicamente a gente tem uma economia de 30 a
40% na parte financeira”, diz o engenheiro de produção, Pedro Henrique Lemos.
O que é descartado volta para o rio e nem lembra aquela água
suja. “A água é infinitamente melhor do que o que a gente captou porque dela já
foi retirada toda a matéria orgânica, todos os sólidos em suspensão. Apenas ela
carreia um pouquinho mais de sal do que a que a gente retirou”, fala o gerente
operacional da Haztec, Dalva Santos.
Perto do local, fica uma das maiores estações de tratamento
de esgoto do Brasil e também um dos mais inovadores projetos de reúso de água.
Pelo local passam dois mil litros de esgoto tratado por
segundo, que seguem para o canal do Fundão e depois para a Baía da Guanabara. É
água limpa, transparente, sem cheiro e inofensiva para o meio ambiente. Mas em
breve toda a água terá outro destino. Mais nobre e rentável: o maior projeto de
uso industrial de água tratada de esgoto do mundo.
O projeto da Cedae, Companhia de Águas e Esgoto do Rio de
Janeiro, prevê a construção de uma adutora com quase 50 quilômetros de extensão
que sai da estação de tratamento de esgoto da Alegria, no Rio de Janeiro,
atravessa a Baía da Guanabara por debaixo do espelho d’água, até chegar ao
Complexo Petroquímico, que está sendo construído pela Petrobras em Itaboraí, na
região metropolitana. O contrato já foi assinado e prevê investimentos de R$ 1
bilhão. O sistema deve começar a operar em abril de 2015.
Mas antes de ser bombeada para o Complexo Petroquímico, a
água ainda vai passar por outro nível de tratamento. “Qualidade excelente com o
tratamento terciário, tratamento biológico, anaeróbico, aeróbico, com
membranas, então é um modelo que, com um pequeno tratamento adicional poderia
até ser bebido, afirma o presidente da Cedae, Wagner Victer.
O desafio de transformar esgoto tratado em água para as
indústrias levou a Sabesp, a Companhia de Águas e Esgoto de São Paulo, a
investir R$ 364 milhões em parceria com a iniciativa privada no projeto
Aquapolo. Uma adutora levará, a partir do mês que vem, água tratada de esgoto
da estação na capital paulista até o Polo Petroquímico do ABC. Dez indústrias
receberão mil litros de água de reúso por segundo. Isso seria o suficiente para
abastecer uma cidade de 500 mil habitantes.
“A água de reúso tem características que atendem toda a
necessidade das indústrias do Polo Petroquímico. É uma água pura, com muito
poucos sais, e que não vai dar problema no produção industrial, na calderaria,
é uma água, diria até que em determinados parâmetros são mais rigorosos que a
água potável”, afirma o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato.
Em 2010 foram vendidos 800 milhões de litros de água de
reúso Em 2011, 1,5 bilhão de litros. Para este ano, a previsão é de 1,7 bilhão
de litros com um faturamento de R$ 3 milhões.
Na conta dos técnicos da companhia, quanto maior o uso de
água tratada de esgoto, menor será a pressão sobre as nascentes e mananciais
que abastecem São Paulo. “Nós não temos água suficiente para atender 20 milhões
de habitantes e o crescimento anual de 200, 250 mil habitantes por ano nos faz
buscar soluções cada vez mais distantes e cada vez mais caras.
Portanto, a água de reúso é uma solução que contribui para
manter o abastecimento de água potável para 21 milhões de habitantes da Grande
São Paulo”, explica Paulo.
Aos poucos, o Brasil vai descobrindo que a despesa com o
tratamento de esgoto, poder virar receita. Um negócio com cara de século 21.
Fonte: Jornal da Globo – Coluna Sustentável
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