quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Menino de nove anos vende limonada orgânica para recuperar parques públicos




Tão pequeno e já tão consciente de que pequenas atitudes podem, sim, transformar o mundo a nossa volta: com apenas nove anos, o norte-americano Joshua Smith conseguiu recuperar os dois parques urbanos do bairro onde mora, em Detroit, que estavam abandonados pelo poder público e lotados de lixo.
Como ele conseguiu tal feito? Vendendo limonadas! A ideia surgiu quando a mãe de Joshua proibiu o menino de brincar nos parques próximos a sua casa, por conta da situação precária dos locais. Ao invés de se render ao videogame, o garoto decidiu montar, na porta de casa, uma barraca para comercializar limonada orgânica – e, assim, arrecadar dinheiro para recuperar os parques públicos.
Graças ao boca a boca no bairro, a iniciativa foi dando certo. Além do suco de limão, Joshua passou a vender água, ponche de frutas e pipoca na sua barraca e, em uma semana, o menino juntou US$ 3 mil.



Ficou impressionado? Tem mais: o garoto comoveu um grupo voluntário especializado na limpeza de terrenos abandonados, o Detroit Mower Gang, que foi até o bairro de Joshua, o Russell Woods, para limpar os dois parques próximos à casa do menino. Joshua ainda apareceu em vários programas de TV e garantiu uma bolsa de estudos de US$ 2 mil, oferecida pela Rosa Parks Scholarship Foundation, para a universidade.

E você? Já fez ou gostaria de fazer algo para mudar (para melhor) a realidade do seu bairro?


Fotos: amy.gizienski/Creative Commons e Reprodução/Youtube

Fonte: Super Interessante

Sustentabilidade?




Vídeo participante do concurso da Santander, dirigido aos universitários.

Fonte: Ciclo Vivo

Skates descartados viram óculos de sol



As camadas que compõem um skate criam variações infinitas de cores, o que fornece a cada peça um caráter único.
Foto:Divulgação

Skates quebrados não precisam virar entulho em lixos. Esse é o lema de empresas como a EQO Optics do Colorado, nos Estados Unidos, e da Vuerich B. de Barcelona, Espanha. Ambas desenvolveram um produto que promete aliar sustentabilidade e moda. Elas transformam skates descartados em óculos de sol.

A marca espanhola intitulou sua linha de "Skateboard Sunglasses", e ela utiliza, assim como a marca americana, shapes de skates reciclados como matéria-prima para suas armações.


Óculos da coleção Skateboard Sunglasses da marca Vuerich B.
Foto: Divulgação

As camadas que compõem um skate criam variações infinitas de cores, o que fornece a cada peça um caráter único, aliado com o acabamento super detalhado.

Para criar as peças é feita uma compressa com todos os shapes recolhidos, depois tem a parte da colagem, corte, acabamento e pronto. O resultado é uma armação colorida, bem original, a prova d’água, e que flutuam.


Os óculos das EQO Optics são coloridos e aprova d'água.
Foto: Divulgação

A EQO Optics criou parcerias com grupos de skatistas que doam os materiais e buscam capital por meio da campanha Kickstarter para então começar a fabricação em maior escala, marketing e distribuição. Segundo os idealizadores Jon Winfrey e Ryan Vecchiarelli o projeto vai além, e busca um futuro de skate mais sustentável e responsável.

Veja no vídeo como funciona a fabricação das armações da empresa Eqo Optics:





Aprenda a dar um destino diferente ao lixo orgânico e ter uma horta vertical em seu apartamento




Mesmo quem mora em apartamento pode ajudar a deixar a ambiente mais verde, agradável e ecológico. Esse vídeo do Momento Ambiental mostra como lidar com o lixo orgânico através de um sistema compacto de compostagem e também como fazer uma horta vertical.




Fonte: Ideias Green


Não deixe de conferir também em nosso blog:




Queimadas continuam a devastar um dos biomas mais ameaçados do país


Queimadas no Cerrado. Foto: protetoresdafloresta


Ação de combate ao fogo é criada no Cerrado para conscientizar população e já apresenta reflexos positivos.

O ano de 2012 nem terminou e o número de queimadas registrado no País já ultrapassou os 32.064 focos de incêndio acumulados no ano passado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A situação é ainda pior na região do bioma Cerrado, que compreende principalmente o Distrito Federal e os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, parte de Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Piauí. Em 2011, foram registrados 22.537 focos de incêndio no Cerrado, sendo que até o dia 20 de agosto deste ano, já foram detectadas 39.892 queimadas, um aumento de 83%.

Com base nos dados do INPE, esses números alarmantes ficam ainda pior quando se faz uma previsão total para o ano de 2012 no Brasil, na qual se estima que serão registrados 79.677 focos de incêndio de janeiro a dezembro, o que representa um aumento de aproximadamente 140%, com relação a 2011.

De acordo com o coordenador de Emergências Ambientais do ICMBio, Christian Berlinck, os incêndios naturais ocorrem por causa de raios, que normalmente, precedem as chuvas. “Assim, a própria chuva ajuda a apagar os focos de fogo evitando que eles tomem grandes proporções”, afirma. Segundo ele, a maioria dos incêndios na época das secas é causada pelas próprias pessoas da região. “Os incêndios podem ser colocados por muitos motivos, principalmente para limpeza de área para agricultura e renovação de pastagem, porém como a vegetação fica muito seca, o fogo espalha-se muito rápido, fugindo do controle”, destaca.

Berlinck afirma que o fogo em uma unidade de conservação traz grandes prejuízos para a população e para a região. “Podemos destacar a perda de biodiversidade, redução qualitativa e quantitativa da água, emissão de gases com potencial para agravar o aquecimento global, perda de nutrientes do solo, erosão, morte de animais e alteração da vegetação”.

Como forma de minimizar o problema, a Reserva Natural Serra do Tombador, uma das maiores Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) do Cerrado, localizada em Cavalcante (GO), criou neste ano uma brigada voluntária comunitária de combate a incêndios.

A Reserva, criada e administrada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, foi pioneira na ação na região de Cavalcante. De acordo com a administradora da Reserva, Daniele Gidsicki, a experiência tem sido bastante positiva. “Nós unimos esforços com aqueles que estavam interessados em fazer algo a mais pela região e o retorno foi ótimo. Tivemos uma boa aderência e estamos percebendo que a população local está mais conscientizada”, explica.

Daniele conta que, após sua criação em maio deste ano, a brigada já foi chamada duas vezes: na primeira não foi preciso ir até o local do incêndio, pois o fogo foi controlado. Na segunda, ocorrida no dia 23 de agosto, a brigada agiu o mais rápido possível, o que fez com que o fogo não chegasse até a Reserva. “A equipe está de parabéns. A mobilização foi eficiente impedindo que a Reserva sofresse a ação do fogo”.

Segundo a administradora da Reserva, esse cenário de conservação contrasta com o ano passado, quando foram registrados dois grandes incêndios, sendo que um deles, ocorrido em setembro, atingiu cerca de 80% da extensão da RPPN. “Acreditamos que, embora a época das secas ainda não tenha terminado, esse já é um reflexo positivo da conscientização da população local e do esforço conjunto para preservar a natureza”, conclui.

A capacitação dos voluntários da brigada foi realizada em parceria com a Coordenação Geral de Proteção Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CGPro/ICMBio).

Segundo Berlinck, esse tipo de ação de prevenção e combate a incêndios florestais dificilmente é realizadas de forma isolada. “O Governo Federal sozinho não consegue fazer frente a eventos difusos e com diversas causas, precisa do engajamento da sociedade civil. Felizmente o ICMBio e a Fundação Grupo Boticário estão construindo uma parceria sólida e integrada para apoio mútuo nas ações de prevenção e combate a incêndios”, completa.

Fogo “colocado”

De acordo com Christian Berlinck, é preciso solicitar autorização para qualquer queima de vegetação e fala das medidas de controle. “Além disso, a pessoa deve aceirar a área, acompanhar a queimada, precisa ter água, abafadores, ferramentas de corte para controlar eventuais saídas de controle desse fogo. Existem diversas técnicas de queima controlada.”

Outra medida adotada é fazer aceiros, que são faixas em que o capim é cortado para evitar que o fogo se alastre além daquele ponto. “Os incêndios são risco não só para animais e vegetação nativa, mas para as próprias pessoas. O combate ao fogo exige treinamento e equipamentos adequados”, explica.

Proteção da biodiversidade

A administradora da Reserva Natural Serra do Tombador explica que a formação da brigada voluntária faz parte de um programa mais amplo da Reserva de manejo do fogo, que inclui outras capacitações, ações de sensibilização da comunidade, monitoramento, pesquisa, entre outros. “O nosso objetivo é reduzir o risco de incêndios que possam comprometer a biodiversidade do local, já que a Reserva foi criada justamente para conservar a natureza ali presente, além de garantir a segurança das pessoas e a manutenção da infraestrutura”, afirma Gidsicki.

A Reserva Natural Serra do Tombador é a maior RPPN do estado de Goiás, com 8,7 mil hectares. Ela está localizada ao norte goiano, a cerca de 90 km do centro de Cavalcante, no sentido para Minaçu. Em linha reta, a Reserva se encontra a 24 km do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, mas engloba formações vegetais, relevo e componentes da fauna e flora diferentes das existentes no Parque. “A RPPN também tem amostras de quase todos os tipos de ambientes característicos do Cerrado, o que reforça sua importância na conservação do bioma, complementa Gidsicki”.

(Fundação Grupo Boticário)

Fonte: Envolverde

Fundação pede aos chineses que “Caminhem mais e dirijam menos”


A “Fundação de Proteção Ambiental da China” lançou uma campanha em favor da redução de emissões de gases poluentes na atmosfera. A mensagem é direcionada aos chineses para que usem menos o carro para se locomoverem.



De acordo com o órgão ambiental, mais de 500 milhões de veículos que estão nas ruas são do mercado chinês, ou seja, o país tem uma grande responsabilidade na contaminação do ar através dos gases que saem dos escapamentos dos automóveis.

Para conscientizar a população, o instituto estampou sete ruas movimentadas de Xangai com uma grande árvore. Nos locais, inevitavelmente, a população teria que andar por cima do cartaz. O trabalho teve a ajuda da DDB, uma organização mundial de marketing de rede de comunicações.

Inicialmente, a árvore não tinha nenhuma folha e a ação foi desenvolvida para que os pedestres pudessem preencher o espaço através de suas pegadas. Foram colocadas esponjas com tinta verde, as pessoas deveriam marcar a sola do sapato e desenhar as folhas andando sobre a imagem. Dessa forma, desenhavam cada folha com os pés. A tinta era facilmente lavada.

O trabalho resultou em um aspecto diferente, pois além de criar um efeito interessante nas ruas, ainda movimentou várias pessoas. Devido ao sucesso da ação, ela foi expandida para mais 132 ruas em 15 cidades chinesas. Com o fim da campanha, o painel foi exposto no Shanghai Zheng Da CANART Museum.

Confira abaixo o vídeo da execução da campanha:


  

Com informações do Comunicadores.

Fonte: Ciclo Vivo

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Empresas compensam emissões de CO2 investindo em projetos de subsistência


Dezenas de milhares de pessoas ao redor do mundo têm maior acesso a alimentos por causa de um novo fundo de investimentos. Chamado de Livelihoods Fund (Fundo de Subsistência, em tradução livre), o sistema permite que as empresas compensem suas pegadas de carbono investindo em programas de restauração de ecossistemas.

Em consequência desta estratégia as comunidades são beneficiadas em diversos aspectos, incluindo a segurança alimentar. A expectativa é de que o Fundo armazene 6,1 milhões de CO2 durante as próximas duas décadas, principalmente a partir de três segmentos de projetos: restauração e preservação de ecossistemas naturais, agro-florestais e da dinamização do fornecimento de energia.

“Esta é uma colaboração que terá impactos para além dos projetos específicos”, explica Carl Gustaf Lundin, diretor do Programa Marinho e Polar Global da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). “Estes projetos de cuidado com a terra, conservação e restauro geram resultados positivos locais, tanto para o controle de carbono, como também para a segurança alimentar da população.”

Nos últimos anos, o Fundo, em parceria com a IUCN, implementou projetos inovadores e desenvolveu uma metodologia de cálculo de carbono em grande escala. Além disso, o restabelecimento dos mangues esteve entre os assuntos prioritários. Grandes projetos de restauração foram aplicados com maior facilidade.

Através do apoio do Fundo de Subsistência, os moradores de 450 aldeias do Senegal plantaram mais de cem milhões de árvores de mangue, desde 2009. Isso melhorou a qualidade das terras agrícolas, reduzindo o acúmulo de sais no solo e criou habitat para muitas espécies, prosperando em fontes de alimentos, como peixes, ostras e caranguejos. Na Índia, mais de 65 mil pessoas que vivem no Vale do Araku, em Andhra Pradesh, impulsionaram a segurança alimentar através do plantio de árvores frutíferas em seis mil hectares de terra.

“O Fundo de Subsistência ajuda o setor privado a cumprir suas metas de redução de emissões de carbono, ao mesmo tempo em que permite a obtenção de financiamento para a restauração de habitats que têm papel importante a desempenhar na redução da pobreza e insegurança alimentar para algumas pessoas vulneráveis no mundo”, garante Bernard Giraud, presidente da Livelihoods Venture.

Essas experiências bem sucedidas são importantes para que novos projetos sejam desenvolvidos em outras localidades. Além disso, funcionam como vitrine para incentivar o investimento privado.

Fonte: Ciclo Vivo