quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Designers transformam sacos de juta em poltronas


Os sacos de juta são usados geralmente para embalar produtos que serão transportados para outras cidades e países. Mas, sua utilidade vai além de embalar grãos, eles podem ser utilizados na fabricação de móveis, por exemplo.


A designer Maria Fiter, que dá várias dicas para reutilizar materiais em seu blog, criou uma espécie de puff com encosto utilizando apenas sacos de juta, espuma de poliuretano e zíper.



A poltrona é bem simples e pode ser personalizada de acordo com o gosto da pessoa. Dessa forma, é possível utilizar outros materiais para dar um acabamento melhor à peça. O tamanho também pode ser ajustado para ter um encosto e ser facilmente dobrável.


No caso do assento produzido pelo Maria Fiter, foram utilizados os sacos de juta já usados no transporte de café da Costa Rica e Brasil. As dimensões são de 100 cm por 110 cm e 15 cm de altura. Para manter firme o assento e o encosto, uma fita de juta foi fixada em cada lado da poltrona.

Uma opção para a população brasileira está disponível no site Desmobilia, que oferece um modelo de poltrona revestida com sacos de juta da marca “Café do Brasil”. A empresa deixa claro que por ser proveniente de reaproveitamento, a estampa da juta pode variar.


A indústria cafeeira dispensa os sacos de juta após o uso, por isso, há trabalhos em parcerias com ONG’s que destinam esses materiais para o reaproveitamento. A juta serve de matéria-prima para a fabricação de diversos objetos. As possibilidades de criação são muitas: bolsas, caixas, sacolas, luminária, carteira, embalagem de presente, etc.



Fonte: Ciclo Vivo 

Cientistas 'turbinam' produção de energia solar usando espinafre



Uma equipe de cientistas da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, criou uma maneira de combinar a proteína da fotossíntese do espinafre, que permite transformar luz em energia, com silício, material usado em placas de energia solar.

A combinação produz uma corrente elétrica duas vezes e meia maior do que outras células solares que envolvem componentes biológicos, afirma o estudo. A voltagem também foi maior com a combinação.

O estudo, publicado no periódico científico "Advanced Materials", nesta terça-feira (4), mostrou que o silício é o material ideal para o "mix" com espinafre, quando a intenção é captar a energia solar. "A combinação produziu corrente elétrica quase mil vezes maior do que se usássemos a proteína com outros tipos de metal", afirmou um dos responsáveis pelo projeto, o professor de química David Cliffel, em entrevista ao site da Universidade Vanderbilt.

O próximo passo é construir uma placa solar totalmente funcional usando os componentes, dizem os cientistas. O painel deve ter 60 centímetros de tamanho e será suficiente para produzir energia que acenda pequenos aparatos elétricos, como lâmpadas.

O projeto já foi premiado pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA e em uma feira nacional de design sustentável, de acordo com o site da Universidade Vanderbilt.

O uso de proteínas da fotossíntese para a produção de energia elétrica foi descoberto há 40 anos e vêm sendo aperfeiçoado continuamente, de acordo com a pesquisa.

Fonte: G1.com 

Máquina de lavar para regiões pobres dispensa eletricidade


Em comunidades pobres pelo mundo, sem acesso à energia elétrica nem água em abundância, lavar roupa pode ser um verdadeiro martírio. Depois de visitar regiões negligenciadas pelo poder público, a maioria favelas de países em desenvolvimento, e constatar que os moradores perdiam de 3 a 5 horas diárias no processo, uma dupla de designers bolou uma solução simples e econômica: a Giradora.



Projetada com apenas 40 dólares (cerca de 80 reais), a engenhoca é uma máquina de lavar que dispensa energia elétrica e ainda poupa água. Semelhante a um cesto de roupas, ela é acionada por um pedal, e necessita apenas de um terço da água usada por aparelhos convencionais.











O funcionamento é bem simples: basta colocar as roupas sujas no interior, sentar sobre o aparelho que tem um tampa acolchoada, e bombear com o pé o pedal localizada na base. Quanto mais se pedala, maior a velocidade de giro e melhor o resultado final da limpeza.


De acordo com seus criadores, os designers Alex Cabunoc e Ji A You, além de ser econômica e ecológica, a Giradora é também mais saudável que a prática arcaica, de passar horas inclinado sobre uma pia, esfregando roupa. Ela garante uma posição mais ergonômica, evitando assim efeitos colaterais indesejados como dores nas costas e lesões no punho. Confira abaixo um vídeo que mostra os benefícios da Giradora: 





Fonte: Exame.com 



II Workshop - Controle e Garantia da qualidade de Produtos Químicos para Tratamento de Água para Consumo Humano no Brasil - Diretrizes para Atendimento das Exigências da Portaria 2914/MS


Composteira de Ambiente Internos


A “Parasite Farm” é um sistema de compostagem para ambientes internos que utiliza minhocas no processo. Projetada pelos designers Charlotte Dieckmann e Nils Ferber ela pode ser integrada facilmente no dia a dia das pessoas.

Esse sistema permite que qualquer pessoa faça a compostagem dos resíduos orgânicos em casa, produzindo adubo e cultivando vegetais e ervas até mesmo em pequenos apartamentos.

De forma cíclica o funcionamento da composteira é bem simples: os resíduos orgânicos servem de alimento para as minhocas que produzem húmus, transformado em adubo para as caixas com vegetação. Essa vegetação adubada e rica em nutrientes produz vegetais frescos e orgânicos para serem consumidos.

Além disso, existe o consumo cíclico da água. A água que sobra nas jardineiras é  armazenada num recipiente translucido, sendo reutilizada na composteira. A composteira produz um liquido fertilizante que é aproveitado nas caixas de vegetação.









Fonte: Garimpo Verde

Arquiteto francês projeta edifício com vasos de bambu na fachada




A Tower Flower (Torre Flor, em português) foi construída na França, em 2004, e reserva uma visão inovadora a todos aqueles que passam pelo edifício parisiense. A maior parte da fachada do prédio é coberta por vasos em que crescem bambus.

O projeto é do arquiteto Eduard François, com a proposta de dar um tom verde ao prédio residencial instalado em meio a um mar de concreto que é a capital francesa. A ideia deu certo. Os 380 vasos espalhados pela fachada levam um ar de floresta aos moradores locais.

A arquitetura do prédio é bastante tradicional, sem grandes aplicações tecnológicas ou inovações em termos de design. No entanto, o uso do bambu oferece uma visão totalmente diferente do edifício. Os ambientes internos ficam mais frescos, por conta da vegetação, e a iluminação natural passa pelas folhas do bambu, contribuindo para uma economia energética.


Os bambus são dispostos em vasos instalados em fileiras ao redor do prédio. O espaçamento não é uniforme e à primeira vista parece que os vasos estão no limite das sacadas, prontos para cair a qualquer vento mais forte. Porém, este perigo está descartado, já que os vasos de mais de um metro estão incorporados à estrutura.



O bambu é um importante aliado às estratégias de absorção dos gases de efeito estufa. As florestas de bambu retêm 70% mais CO2 que as árvores comuns, além disso, ele tem crescimento rápido e pode ser usado como matéria-prima para diversas produções. 


Com informações do Inhabitat.

Fonte: CicloVivo

Carroça ‘Percatempo’ percorre o centro de SP para chamar atenção para a falta de tempo livre




Até o dia 6 de setembro, uma carroça muito parecida com as de catadores de material reciclado percorre as ruas do centro de São Paulo com uma proposta diferente: chamar a atenção dos paulistanos para a falta de tempo livre na cidade. O condutor deste carrinho – que foi construído com a ajuda de catadores do largo do Glicério e batizado de Percatempo – é o artista plástico turco Yusuf Etiman, que vive entre São Paulo e Berlim.

Além de se apropriar de alguns materiais que encontra pela cidade, Etiman leva cores, música e performance para convidar os moradores da cidade, principalmente os pedestres, a perceber melhor São Paulo, sua composição urbana, suas belezas e quem circula por ela.
O nome do projeto faz referências ao Poupa Tempo – postos criados pelo governo do Estado de São Paulo que reúne oferta de diferentes serviços públicos – e à noção, muito difundida na sociedade, de tempo associada ao dinheiro. No caso da carroça Percatempo, a ideia é aproveitar o momento e ter prazer com o tempo “perdido”.

Etiman não tem itinerário definido para seu passeio com a Percatempo. Alguns paulistanos podem dar sorte de encontrá-lo pelo centro da cidade. De qualquer forma, fica o convite para gastar um tempo para reparar mais São Paulo e encontrar motivos para admirá-la!

Você já tentou fazer esse exercício na cidade onde mora?

A ação do artista turco faz parte do Festival InternacionalEternal Tour – que já foi realizado em diversas cidades do mundo e apresenta projetos de artes visuais, arquitetura, dança e música -, promovido pelo Sesc. Depois do dia 06/09, a unidade da Consolação receberá exposição (até 29/09) com o registro de suas atividades.


Fonte: Super Interessante