quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Hotel Mirrorcube reflete beleza da floresta escandinava


O projeto do hotel Mirrorcube, que fica no meio de uma área verde no norte da Suécia, perto do círculo Ártico, é simples e impressionante. O quarto é sustentado por uma árvore, tem formato de cubo e quatro metros quadrados na base – espaço suficiente para cama, banheiro e uma pequena sala de madeira e design escandinavos. No topo do cubo, há um terraço para os hóspedes apreciarem a vista superprivilegiada.

Seu exterior chama ainda mais atenção. O cubo foi construído com vidros espelhados e, por isso, reflete a natureza ao redor. Dependendo do ponto em que você o observa, ele “some” e você enxerga apenas floresta. Detalhe: o vidro é revestido por uma película de cor ultravioleta, visível apenas para aves, para impedir que pássaros voem em direção ao quarto.
Quando estiver dentro do cubo, no conforto do aquecimento térmico, os hóspedes podem observar os animais da floresta sem que sejam notados pelos bichos. A ideia dos arquitetos Bolle Tham e Martin Videgård foi incomodar a natureza o menos possível.

O Mirrorcube fica próximo da vila Harads e faz parte da rede de hotéis Treehouses, que outros quartos-conceito. Que tal se hospedar numa casa na árvore dessas?



Fonte: Super Interessante

Tratamento de Esgoto de Comunidades Rurais e Isoladas: Problemas e Soluções


SOBRE O EVENTO:

O Fórum TRATAMENTO DE ESGOTO DE COMUNIDADES RURAIS E ISOLADAS: PROBLEMAS E SOLUÇÕES organizado pelo Departamento de Saneamento e Ambiente da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP tem como proposta apresentar a problemática do tratamento de esgoto nas áreas rurais e isoladas do Brasil e as possíveis soluções que podem ser aplicadas a estas regiões.
A importância deste Fórum pode ser constatada a partir do levantamento realizado pelo IBGE em 2008, no qual encontrou-se que 31 milhões de brasileiros residem na área rural, sendo que a maior parte dessa população lança seus dejetos diretamente nos corpos hídricos ou no solo, comprometendo a qualidade da própria água utilizada para seu abastecimento, irrigação e recreação.

PROGRAMA:

8h30 Credenciamento
9h00 – Abertura
Prof. Dr. Adriano Luiz Tonetti
Prof. Dr. Bruno Coraucci Filho
9h10 – Palestra “Comunidades rurais e isoladas: situação sanitária atual, importância da disseminação de tecnologias sustentáveis e atuação da ABES no setor”
Ana Lúcia Brasil – Coordenadora Geral da Câmara Técnica Saneamento e Saúde em Comunidades Isoladas da ABES-SP
9h50 - Palestra “Saúde ambiental do meio rural”
Pesquisador Prof. Dr. Francisco Anaruma Filho – Ecólogo do Departamento de Saneamento e Ambiente da FEC/UNICAMP
10:30- Coofee-Break
10h50 - Palestra “O saneamento de comunidades rurais do nordeste brasileiro”
Prof. Dr. Cícero Onofre de Andrade Neto – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
11h40 – Debate com os palestrantes do período da manhã
12h00 – Almoço
14h00 – Abertura do Período da Tarde
Pesquisador Prof. Dr. Francisco Anaruma Filho
14h10 – Palestra “A experiência da FEC-UNICAMP no desenvolvimento e aplicação de sistema sustentáveis para o saneamento de comunidades isoladas”
Prof. Dr. Adriano Luiz Tonetti – Departamento de Saneamento e Ambiente da FEC/UNICAMP
14h50 - Palestra “O uso de Wetlands no saneamento de comunidades rurais”
Prof. Dr. Denis Miguel Roston – Faculdade de Engenharia Agrícola da UNICAMP
15:30- Coofee-Break
15h50 - Palestra “O emprego de fossas sépticas biodigestoras e a difusão da tecnologia pela CATI”
Vera Lúcia Palla – Engenheira Agrônoma do Escritório de Desenvolvimento Rural da CATI Jaboticabal (SP)
11h40 – Debate com os palestrantes do período da manhã
16h30 – Encerramento


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Estádio do Morumbi ganhará assentos feitos com cana-de-açúcar


A petroquímica Braskem será a responsável por fornecer assentos de polietileno fabricado a partir da cana-de-açúcar, a serem instalados no camarote do estádio do Morumbi, em São Paulo.

Desenvolvida pela Braskem, a tecnologia tem aditivos que apresentam “formulações isentas de metais pesados e propriedades retardantes de chama livre de halogênios”, de acordo com da Agência Estado. Estes compostos são requisitos da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O processo dos aditivos foi desenvolvido pela empresa Cromex e as cadeiras serão fabricadas pela Giroflex-forma.

"A novidade para todos nós é a sustentabilidade envolvida na concepção do projeto. Isso porque o plástico utilizado nos assentos tem como matéria-prima o etanol, fonte renovável de energia, o que substitui o composto tradicional à base de petróleo", afirma em nota o diretor de novos negócios da Giroflex-forma, Linaldo Vilar.

Projeto similar foi implantado pela Braskem, em novembro do ano passado no estádio do Ajax. Localizado em Amsterdã, na Holanda, a arena deve receber 54 mil assentos instalados em até dois anos.

A empresa informa que serão investidos cerca de R$ 6 milhões nos próximos três anos para atender ao mercado de assentos para arenas esportivas.

Fonte: Ciclo Vivo 

Arquitetos projetam bairro sustentável em Copenhague



O escritório dinamarquês de arquitetura Tredje Natur elaborou o projeto de um bairro verde, na capital Copenhague. A proposta consiste em criar uma estrutura adequada para suportar os efeitos das mudanças climáticas nos próximos anos.

A ideia dos arquitetos é mostrar como a cidade pode ser organizada de modo que seja possível gerenciar a água da chuva, aproveitar melhor o espaço e oferecer opções sustentáveis à comunidade local. O projeto seria aplicado a um bairro já existente, que passaria por um processo de recuperação.

Uma das consequências mais temidas nas mudanças climáticas é o aumento das precipitações. “O aumento das chuvas é um grande desafio para a nossa cidade. Mas, por enfrentar o desafio da forma correta, podemos proteger a cidade de aguaceiros e ao mesmo tempo trazer novos valores recreativos à cidade”, falou a secretária municipal de Tecnologia e Meio Ambiente, Ayfer Baykal.


É justamente isso que os arquitetos esperam fazer na área de 50 mil metros quadrados, desenvolver um novo espaço urbano. O bairro deve mesclar de maneira bastante equilibrada as áreas construídas e florestadas. Centenas de espécies de plantas garantirão o melhor controle do microclima, biodiversidade e também da gestão da água da chuva. Além disso, deixarão o local mais atrativo e agradável aos visitantes e moradores.

A água foi um dos temas mais trabalhados no projeto dinamarquês. O destaque deve-se ao fato de que grandes cidades constantemente sofrem com os efeitos das chuvas, que resultam em inundações e sobrecarga nos sistemas de esgoto e gestão das águas.


Para evitar estes problemas, as ciclovias servirão como canais de águas pluviais, o bairro contará com torres de água, telhados verdes, jardins urbanos e canais que levam a água para fora do bairro.


A região é densamente povoada, mas a intenção é transformá-la em uma vitrine para tecnologias de adaptação climática. “Nossos principais conceitos são movidos pela noção de que um projeto coerente e natural cria estratégias mais poderosas e soluções para o bairro como um todo, mas também compreendem uma sensibilidade para espaços individuais, lugares e pessoas que moram na área”, explicou Ole Schröder, sócio do Tredje Natur.




 



 










Fonte: Ciclo Vivo 

28 de Agosto: Dia Nacional do Voluntariado!


Energia solar doméstica vai ficar muito barata


A energia solar mais barata está a caminho, com painéis substituindo telhas em telhados e gerando níveis mais altos de energia renovável, segundo cientistas americanos.

Como há bastante sol sobre telhados domésticos para potencialmente alimentar a maior parte, senão todas as necessidades de eletricidade do país, as perspectivas futuras são animadoras. Telhas que tiram eletricidade dos raios solares e podem ser encaixadas sobre as casas já são comercialmente disponíveis.

Agora, células solares criadas de materiais abundantes no planeta são mais produtivas, acessíveis e flexíveis, tornando fácil instalar energia fotovoltaica em novas áreas de construção.

Cientistas fizeram estes comentários durante um simpósio sobre sustentabilidade do congresso nacional da Sociedade Química Americana, nesta semana. Ela é a maior sociedade científica do mundo.

Um deles, Harry A. Atwater, disse: “A sustentabilidade envolve o desenvolvimento de tecnologias que possam ser produtivas no longo prazo, usando recursos que satisfaçam as necessidades de hoje sem ameaçar a capacidade de gerações futuras de satisfazer as suas. É exatamente isto que estamos fazendo com estes novos dispositivos de conversão de energia solar.”

Os novos equipamentos fotovoltaicos usam metais descritos como materiais abundantes, tais como cobre e zinco, que substituem aqueles mais raros, como índio, gálio e outros. Estes são frequentemente importados. A China, por exemplo, minera mais de 90% de elementos raros da terra para baterias de carros híbridos, magnetos, aparelhos eletrônicos e equipamentos de alta tecnologia, informa o Earth Times.


 Foto: Wayne National Forest / Creative Commons


Fonte: Planeta Sustentável

Como funcionam os projetos de Pagamento por Serviços Ambientais


A nascente ilustrada pela foto abaixo não fica em uma unidade de conservação ou área pública de floresta. Pelo contrário, ela está em uma propriedade privada.

Mas isso não significa que esteja desprotegida. Um contrato garante que ela não seja degradada – e ainda gera recursos para o proprietário que conserva a área.

Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

A nascente está em uma propriedade em Apucarana, Paraná, e faz parte de um programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). A ideia de “serviços ambientais” é um conceito recente. Segundo esse conceito, nós recebemos benefícios do meio ambiente, como ar puro, abastecimento de água, controle do clima, etc. O problema é que esses serviços nunca são contabilizados pela atividade econômica, tornando mais lucrativo desmatar do que conservar. Os projetos de PSA tentam resolver esse problema criando mecanismos para que os produtores possam ter mais retorno financeiro conservando do que desmatando.

Um dos projetos de PSA em atividade no Brasil é o Projeto Oásis. Lançado em 2006 pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o projeto Oásis atende atualmente quatro municípios (São Paulo, Apucarana, Brumadinho-MG e São Bento do Sul-SC). Segundo André Ferretti, coordenador do projeto, o programa funciona mais como uma metodologia que tenta resolver uma das maiores dificuldades do PSA: definir quanto vale remunerar determinada área natural.

Primeiro, o projeto procura um parceiro local que vai ajudar a implantar a metodologia. Pode ser uma prefeitura, empresa ou organização da sociedade civil, desde que conheça a realidade local. O parceiro vai fazer o contato com os produtores e ver se eles têm interesse em receber recursos para conservar. Um dos pré-requisitos para o produtor poder participar do projeto é estar dentro da legislação ambiental, respeitando código florestal, áreas de preservação permanente e reserva legal.

No caso do município de Apucarana, o parceiro local é a empresa de saneamento básico do município. É interessante para a empresa investir na conservação das nascentes de rios, evitando contaminação e facilitando o abastecimento de água. A empresa cobra 1% a mais na conta de água, valor que é pago por todos os que usam o serviço ambiental. Esse dinheiro vai remunerar os produtores que conservam as nascentes de rios. O resultado final é que os produtores ganham para proteger, e os cidadãos pagam para evita a contaminação da fonte do recurso que utilizam, a água.

Quanto cada produtor recebe? Isso vai depender da região e de quanto cada proprietário conserva. O cálculo leva em conta o “custo de oportunidade’, ou seja, quanto o produtor ganharia se, em vez de proteger uma área natural, arrendasse essa terra para um outro produtor. A esse valor, é somada uma quantia para cada prática sustentável usada pelo produtor, como controle do uso de agrotóxico, por exemplo. “O valor final pode chegar ao dobro do que o proprietário ganharia caso arrendasse a terra. Isso se ele cumprir 100% das boas práticas, todas as exigências”, diz Ferretti.

Por ser uma ideia nova, programas de PSA enfrentam resistências e dificuldades. Muitos projetos são resultados de lei estadual específica, e não há uma regra federal que faça com que essas leis dialoguem. Além disso, movimentos sociais encaram PSA com desconfiança. Parte dessa resistência pôde ser vista na Rio+20. Durante a Cúpula dos Povos, movimentos sociais se uniram para criticar a chamada “economia verde”, condenando mecanismos como o mercado de carbono e Pagamentos por Serviços Ambientais. Para eles, definir um preço aos recursos naturais é o mesmo que transformar a natureza em mercadoria.

Apesar das resistências, os números indicam que ao menos o Projeto Oásis está funcionando bem. Mais de duzentos proprietários rurais recebem recursos para conservar áreas naturais e adotar boas práticas ambientais. São 2088 hectares de área natural protegida e 64 hectares restaurados, além de mais de 700 nascentes conservadas. E a perspectiva é de aplicar a metodologia em mais regiões no futuro. Quem sabe exemplos como esse possam ajudar a romper com a falsa oposição, criada nos acalorados debates do código florestal, de ambientalistas contra produtores rurais.

Assista abaixo o vídeo do Projeto Oásis: 



Fonte: Época - Blog do Planeta