O projeto do hotel Mirrorcube, que fica no meio de uma área
verde no norte da Suécia, perto do círculo Ártico, é simples e impressionante.
O quarto é sustentado por uma árvore, tem formato de cubo e quatro metros
quadrados na base – espaço suficiente para cama, banheiro e uma pequena sala de
madeira e design escandinavos. No topo do cubo, há um terraço para os hóspedes
apreciarem a vista superprivilegiada.
Seu exterior chama ainda mais atenção. O cubo foi construído
com vidros espelhados e, por isso, reflete a natureza ao redor. Dependendo do
ponto em que você o observa, ele “some” e você enxerga apenas floresta.
Detalhe: o vidro é revestido por uma película de cor ultravioleta, visível
apenas para aves, para impedir que pássaros voem em direção ao quarto.
Quando estiver dentro do cubo, no conforto do aquecimento
térmico, os hóspedes podem observar os animais da floresta sem que sejam
notados pelos bichos. A ideia dos arquitetos Bolle Tham e Martin Videgård foi
incomodar a natureza o menos possível.
O Mirrorcube fica próximo da vila Harads e faz parte da rede
de hotéis Treehouses, que outros quartos-conceito. Que tal se hospedar numa
casa na árvore dessas?
O
Fórum TRATAMENTO DE ESGOTO DE COMUNIDADES RURAIS E ISOLADAS: PROBLEMAS E
SOLUÇÕES organizado pelo Departamento de Saneamento e Ambiente da Faculdade de
Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP tem como proposta apresentar
a problemática do tratamento de esgoto nas áreas rurais e isoladas do Brasil e
as possíveis soluções que podem ser aplicadas a estas regiões.
A
importância deste Fórum pode ser constatada a partir do levantamento realizado
pelo IBGE em 2008, no qual encontrou-se que 31 milhões de brasileiros residem
na área rural, sendo que a maior parte dessa população lança seus dejetos diretamente
nos corpos hídricos ou no solo, comprometendo a qualidade da própria água
utilizada para seu abastecimento, irrigação e recreação.
PROGRAMA:
8h30 –
Credenciamento
9h00 – Abertura
Prof.
Dr. Adriano Luiz Tonetti
Prof.
Dr. Bruno Coraucci Filho
9h10 – Palestra “Comunidades rurais e
isoladas: situação sanitária atual, importância da disseminação de tecnologias
sustentáveis e atuação da ABES no setor”
Ana
Lúcia Brasil – Coordenadora Geral da Câmara Técnica Saneamento e Saúde em
Comunidades Isoladas da ABES-SP
9h50 - Palestra “Saúde ambiental do
meio rural”
Pesquisador
Prof. Dr. Francisco Anaruma Filho – Ecólogo do Departamento de Saneamento e
Ambiente da FEC/UNICAMP
10:30- Coofee-Break
10h50 - Palestra “O saneamento de
comunidades rurais do nordeste brasileiro”
Prof. Dr. Cícero
Onofre de Andrade Neto – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
11h40 – Debate com os palestrantes do
período da manhã
12h00 – Almoço
14h00 – Abertura do Período da Tarde
Pesquisador
Prof. Dr. Francisco Anaruma Filho
14h10 – Palestra “A experiência da
FEC-UNICAMP no desenvolvimento e aplicação de sistema sustentáveis para o
saneamento de comunidades isoladas”
Prof.
Dr. Adriano Luiz Tonetti – Departamento de Saneamento e
Ambiente da FEC/UNICAMP
14h50 - Palestra “O uso de Wetlands no
saneamento de comunidades rurais”
Prof. Dr.
Denis Miguel Roston – Faculdade de Engenharia Agrícola da UNICAMP
15:30- Coofee-Break
15h50 - Palestra “O emprego de fossas sépticas
biodigestoras e a difusão da tecnologia pela CATI”
Vera Lúcia
Palla – Engenheira Agrônoma do Escritório de Desenvolvimento Rural da CATI
Jaboticabal (SP)
11h40 – Debate com os palestrantes do período
da manhã
A petroquímica Braskem será a responsável por fornecer
assentos de polietileno fabricado a partir da cana-de-açúcar, a serem
instalados no camarote do estádio do Morumbi, em São Paulo.
Desenvolvida pela Braskem, a tecnologia tem aditivos que
apresentam “formulações isentas de metais pesados e propriedades retardantes de
chama livre de halogênios”, de acordo com da Agência Estado. Estes compostos
são requisitos da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
O processo dos aditivos foi desenvolvido pela empresa Cromex
e as cadeiras serão fabricadas pela Giroflex-forma.
"A novidade para todos nós é a sustentabilidade
envolvida na concepção do projeto. Isso porque o plástico utilizado nos
assentos tem como matéria-prima o etanol, fonte renovável de energia, o que
substitui o composto tradicional à base de petróleo", afirma em nota o
diretor de novos negócios da Giroflex-forma, Linaldo Vilar.
Projeto similar foi implantado pela Braskem, em novembro do
ano passado no estádio do Ajax. Localizado em Amsterdã, na Holanda, a arena
deve receber 54 mil assentos instalados em até dois anos.
A empresa informa que serão investidos cerca de R$ 6 milhões
nos próximos três anos para atender ao mercado de assentos para arenas
esportivas.
O escritório dinamarquês de arquitetura Tredje Natur
elaborou o projeto de um bairro verde, na capital Copenhague. A proposta
consiste em criar uma estrutura adequada para suportar os efeitos das mudanças
climáticas nos próximos anos.
A ideia dos arquitetos é mostrar como a cidade pode ser
organizada de modo que seja possível gerenciar a água da chuva, aproveitar
melhor o espaço e oferecer opções sustentáveis à comunidade local. O projeto
seria aplicado a um bairro já existente, que passaria por um processo de
recuperação.
Uma das consequências mais temidas nas mudanças climáticas é
o aumento das precipitações. “O aumento das chuvas é um grande desafio para a
nossa cidade. Mas, por enfrentar o desafio da forma correta, podemos proteger a
cidade de aguaceiros e ao mesmo tempo trazer novos valores recreativos à
cidade”, falou a secretária municipal de Tecnologia e Meio Ambiente, Ayfer
Baykal.
É justamente isso que os arquitetos esperam fazer na área de
50 mil metros quadrados, desenvolver um novo espaço urbano. O bairro deve
mesclar de maneira bastante equilibrada as áreas construídas e florestadas.
Centenas de espécies de plantas garantirão o melhor controle do microclima,
biodiversidade e também da gestão da água da chuva. Além disso, deixarão o
local mais atrativo e agradável aos visitantes e moradores.
A água foi um dos temas mais trabalhados no projeto
dinamarquês. O destaque deve-se ao fato de que grandes cidades constantemente
sofrem com os efeitos das chuvas, que resultam em inundações e sobrecarga nos
sistemas de esgoto e gestão das águas.
Para evitar estes problemas, as ciclovias servirão como
canais de águas pluviais, o bairro contará com torres de água, telhados verdes,
jardins urbanos e canais que levam a água para fora do bairro.
A região é densamente povoada, mas a intenção é
transformá-la em uma vitrine para tecnologias de adaptação climática. “Nossos
principais conceitos são movidos pela noção de que um projeto coerente e
natural cria estratégias mais poderosas e soluções para o bairro como um todo,
mas também compreendem uma sensibilidade para espaços individuais, lugares e
pessoas que moram na área”, explicou Ole Schröder, sócio do Tredje Natur.
A energia solar mais barata está a caminho, com painéis
substituindo telhas em telhados e gerando níveis mais altos de energia
renovável, segundo cientistas americanos.
Como há bastante sol sobre telhados domésticos para
potencialmente alimentar a maior parte, senão todas as necessidades de
eletricidade do país, as perspectivas futuras são animadoras. Telhas que tiram
eletricidade dos raios solares e podem ser encaixadas sobre as casas já são
comercialmente disponíveis.
Agora, células solares criadas de materiais abundantes no
planeta são mais produtivas, acessíveis e flexíveis, tornando fácil instalar
energia fotovoltaica em novas áreas de construção.
Cientistas fizeram estes comentários durante um simpósio
sobre sustentabilidade do congresso nacional da Sociedade Química Americana,
nesta semana. Ela é a maior sociedade científica do mundo.
Um deles, Harry A. Atwater, disse: “A sustentabilidade
envolve o desenvolvimento de tecnologias que possam ser produtivas no longo
prazo, usando recursos que satisfaçam as necessidades de hoje sem ameaçar a
capacidade de gerações futuras de satisfazer as suas. É exatamente isto que
estamos fazendo com estes novos dispositivos de conversão de energia solar.”
Os novos equipamentos fotovoltaicos usam metais descritos
como materiais abundantes, tais como cobre e zinco, que substituem aqueles mais
raros, como índio, gálio e outros. Estes são frequentemente importados. A
China, por exemplo, minera mais de 90% de elementos raros da terra para
baterias de carros híbridos, magnetos, aparelhos eletrônicos e equipamentos de
alta tecnologia, informa o Earth Times.
A nascente ilustrada pela foto abaixo não fica em uma
unidade de conservação ou área pública de floresta. Pelo contrário, ela está em
uma propriedade privada.
Mas isso não significa que esteja desprotegida. Um contrato
garante que ela não seja degradada – e ainda gera recursos para o proprietário
que conserva a área.
Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
A nascente está em uma propriedade em Apucarana, Paraná, e
faz parte de um programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). A ideia de
“serviços ambientais” é um conceito recente. Segundo esse conceito, nós
recebemos benefícios do meio ambiente, como ar puro, abastecimento de água,
controle do clima, etc. O problema é que esses serviços nunca são
contabilizados pela atividade econômica, tornando mais lucrativo desmatar do
que conservar. Os projetos de PSA tentam resolver esse problema criando
mecanismos para que os produtores possam ter mais retorno financeiro
conservando do que desmatando.
Um dos projetos de PSA em atividade no Brasil é o Projeto
Oásis. Lançado em 2006 pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o
projeto Oásis atende atualmente quatro municípios (São Paulo, Apucarana,
Brumadinho-MG e São Bento do Sul-SC). Segundo André Ferretti, coordenador do
projeto, o programa funciona mais como uma metodologia que tenta resolver uma
das maiores dificuldades do PSA: definir quanto vale remunerar determinada área
natural.
Primeiro, o projeto procura um parceiro local que vai ajudar
a implantar a metodologia. Pode ser uma prefeitura, empresa ou organização da
sociedade civil, desde que conheça a realidade local. O parceiro vai fazer o
contato com os produtores e ver se eles têm interesse em receber recursos para
conservar. Um dos pré-requisitos para o produtor poder participar do projeto é
estar dentro da legislação ambiental, respeitando código florestal, áreas de
preservação permanente e reserva legal.
No caso do município de Apucarana, o parceiro local é a
empresa de saneamento básico do município. É interessante para a empresa
investir na conservação das nascentes de rios, evitando contaminação e
facilitando o abastecimento de água. A empresa cobra 1% a mais na conta de
água, valor que é pago por todos os que usam o serviço ambiental. Esse dinheiro
vai remunerar os produtores que conservam as nascentes de rios. O resultado
final é que os produtores ganham para proteger, e os cidadãos pagam para evita
a contaminação da fonte do recurso que utilizam, a água.
Quanto cada produtor recebe? Isso vai depender da região e
de quanto cada proprietário conserva. O cálculo leva em conta o “custo de
oportunidade’, ou seja, quanto o produtor ganharia se, em vez de proteger uma
área natural, arrendasse essa terra para um outro produtor. A esse valor, é
somada uma quantia para cada prática sustentável usada pelo produtor, como
controle do uso de agrotóxico, por exemplo. “O valor final pode chegar ao dobro
do que o proprietário ganharia caso arrendasse a terra. Isso se ele cumprir
100% das boas práticas, todas as exigências”, diz Ferretti.
Por ser uma ideia nova, programas de PSA enfrentam
resistências e dificuldades. Muitos projetos são resultados de lei estadual
específica, e não há uma regra federal que faça com que essas leis dialoguem.
Além disso, movimentos sociais encaram PSA com desconfiança. Parte dessa
resistência pôde ser vista na Rio+20. Durante a Cúpula dos Povos, movimentos
sociais se uniram para criticar a chamada “economia verde”, condenando
mecanismos como o mercado de carbono e Pagamentos por Serviços Ambientais. Para
eles, definir um preço aos recursos naturais é o mesmo que transformar a
natureza em mercadoria.
Apesar das resistências, os números indicam que ao menos o
Projeto Oásis está funcionando bem. Mais de duzentos proprietários rurais
recebem recursos para conservar áreas naturais e adotar boas práticas
ambientais. São 2088 hectares de área natural protegida e 64 hectares
restaurados, além de mais de 700 nascentes conservadas. E a perspectiva é de
aplicar a metodologia em mais regiões no futuro. Quem sabe exemplos como esse
possam ajudar a romper com a falsa oposição, criada nos acalorados debates do
código florestal, de ambientalistas contra produtores rurais.