sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Aprenda a reutilizar seu lápis




No mundo atual há ainda que prefira o bom e velho lápis de madeira. O único problema é que a fabricação se baseia na extração de madeira da mata. A boa notícia é que já é possível encontrar lápis feito a partir de madeiras reflorestadas, como a linha "Ecolápis" da Faber-Castell, assim como reutilizá-los no final da vida útil.

Quem utiliza lápis sabe que, com o uso, ele se torna curto até o ponto de ser impossível escrever. Com isso, muitos "pedacinhos" em perfeito estado (apesar de muito pequenos) são jogados fora. Existem algumas soluções para evitar o acúmulo desse material no meio ambiente, conheça alguns exemplos de boas ideias.

De volta à natureza


Chamado de “sprout”, o tradicional lápis de madeira, surpreende. No lugar da borracha, ele possui uma cápsula com semente. Quando o material chega ao ponto que não dá mais para ser usado, ele pode ser plantado em casa, no escritório, ou em sala de aula. Em algumas semanas o seu toco de lápis se transforma em uma planta.

A ideia foi desenvolvida pelo curso de design de produto no MIT, onde os alunos foram convidados a criar um produto eco-friendly para o escritório do futuro. As sementes variam entre flores, frutas, verduras e hortaliças.

1+1=1



O número de pontas de lápis jogadas fora pode ser minimizado se transformar os dois restos inúteis em um só e utilizá-lo. Esse é um conceito do 1+1=1, um objeto simples e útil criado pelos designers Hoyoung Lee, Youngwoo Park e Jinyoung Park.

O objeto trata-se de uma espécie de conector capaz de unir dois restos de lápis e criar um novo. O nome da invenção já explica a ideia dos designers: um pedacinho (aparentemente inútil) de lápis mais outro igual, conectado pela invenção, gera um lápis perfeito para ser utilizado novamente.

Simples e altamente eficiente para reduzir o desperdício e a quantidade de novos lápis produzidos, o 1+1=1 é uma alternativa criativa para um problema tão comum.

Bijuterias coloridas


Os tocos de lápis de cor podem ganhar uma nova funcionalidade e, dessa vez, como acessório feminino. A designer francesa, Gabrielle Blair, viu no material escolar de seus seis filhos a matéria-prima para sua linha de bijuterias.

A transformação é bem simples, segundo Blair, e melhor ainda, com custo quase zero. Basicamente, é necessário apenas uma furadeira, linhas de náilon colorida e cola, para criar colares e broches criativos.

Painel decorativo


A ideia de criar um painel incrível feito com lápis de cor foi da empresa japonesa Felissimo, que lançou o projeto “500 Colored Pencils” com o conceito: “O que seria de uma cor sem as outras 499? Juntas, elas sugerem possibilidades infinitas”.

Essa é uma boa maneira de criar um quadro sem sujeira de tinta. Basta aproveitar os lápis de cor que seu filho não usa mais para reproduzir essa técnica.

O quadro é uma garantia de muita cor para seu escritório, sala, quarto ou onde mais desejar.

Fonte: Ecodesenvolvimento 


Saiba como fazer um carregador solar em casa


  O carregador pode ser feito em casa. Foto: SFrayne

Os cientistas Shawn Frayne e Alex Hornstein descobriram que 50% dos painéis microsolares são feitos à mão e, por isso, podem apresentar mais problemas. Por meio dessa descoberta, os jovens criaram a Pocket Solar Factory para desenvolver projetos sustentáveis em prol da tecnologia de forma automatizada.

A dupla lançou um carregador solar em garrafa de vidro, considerado simples e possível de fazer em casa. Eles utilizaram apenas nove materiais: uma garrafa de vidro; uma carta de baralho; uma fita de cobre com adesivo de um lado só (encontrada em loja de eletrônicos); um cabo USB com plug para tomadas; um conector JST com um par de terminais livres; uma bateria de lítio; 11 solettes (pequenos pedaços de monocristalino ou policristalino de silício); um chip ou placa responsável pelo lítio; e super cola.


Frayne e Hornstein refoçaram ao portal TreeHugger que, em função da mão de obra, os painéis, por vezes, falham. "Cerca de 15% dos painéis microsolares são rejeitados e jogados fora", acrescentaram. Por isso, eles estudam a possibilidade de automatização da produção e dos testes. Os pesquisadores acreditam que o alcance do objetivo pode reduzir os custos dos painéis solares em 25%, além de diminuir o número de materiais descartados por defeito.

Em prol da automatização dessas criações, os cientistas lançaram a campanha Kickstarter, com o objetivo de conseguir financiamento  para a evolução da proposta.

Conheça o vídeo de como fazer o carregador:



O próximo passo da dupla é a criação de uma máquina impressora em 3D.




Programação Workshop Pagamentos por Serviços Ambientais


Alta voltagem


Investimentos em empresas que geram energia a partir de fontes alternativas ao petróleo ultrapassaram 8 bilhões de dólares no Brasil em 2011 e movem os negócios no setor.

  
Não é difícil encontrar o endereço do aposentado Evaldo Rodrigues, de 61 anos - mesmo quando falta luz no bairro onde mora, situado numa das praias de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. "Só na minha casa as lâmpadas continuam acesas", diz Rodrigues.

Há alguns anos, ele e a mulher, Mirian, de 61 anos, instalaram no quintal um gerador que parece um ventilador gigante. A brisa do mar move uma hélice que, por sua vez, aciona uma turbina que produz eletricidade. "Metade de nossa energia é produzida com a força do vento", diz Rodrigues. Outra parte, usada para esquentar a água do chuveiro, advém de um aquecedor que utiliza o calor do sol. "Só 30% do consumo é eletricidade fornecida pela distribuidora", diz.

Histórias como a dos Rodrigues devem ser cada vez mais comuns no Brasil nos próximos anos. A produção de energia por fontes alternativas - como vento, sol e biomassa (resíduos como lixo e bagaço de cana-de-açúcar) — vem aumentando rapidamente. Em 2011, os investimentos em negócios ligados ao setor ultrapassaram 8 bilhões de dólares no país, segundo a consultoria Bloomberg New Energy Finance.


Crescimento dos negócios da cadeia de produção de energia proveniente de fontes renováveis no Brasil

Para cada brasileiro, foram investidos 42 dólares - quatro vezes o valor de seis anos atrás. Os recursos foram para parques eólicos, usinas solares, termelétricas movidas a biomassa e fornecedores de produtos e serviços da cadeia produtiva. Até 2020, esses investimentos devem elevar a participação das fontes alternativas no total de energia produzida no Brasil de 10% para 16%, de acordo com a estimativa da Empresa de Pesquisa Energética, do Ministério de Minas e Energia.

Para os empreendedores, esses números significam um grande mercado. "A demanda por produtos e serviços para novas usinas vai aumentar, e muito", diz Mauro Passos, presidente do Instituto Ideal, organização não governamental que acompanha as tendências no setor. "As pequenas e médias empresas devem ser as principais beneficiadas."

A procura já está acontecendo. As usinas estão comprando hélices, geradores, painéis solares, caldeiras, cabos de alta tensão, medidores de consumo e serviços como treinamento de mão de obra e transporte. O gerador a vento no quintal de Rodrigues, por exemplo, foi produzido pela Enersud, fabricante de torres e turbinas localizada em Maricá, no Rio de Janeiro.

 Mauro Pacheco, AQX / SC

A empresa nasceu há dez anos, quando o engenheiro mecânico Luiz Cezar Pereira, de 71 anos, se aposentou da Petrobras. Pereira começou a pesquisar modelos de hélices e turbinas para iluminar sua casa no litoral fluminense com a força do vento marítimo. "Só encontrei equipamentos importados", diz ele. "Desenvolvi um modelo e o patenteei." Pereira passou, então, a vender as máquinas a moradores de áreas sem luz elétrica nos arredores de Niterói e a fazendeiros do interior de São Paulo e Minas Gerais.

Ao longo dos anos, Pereira montou equipamentos mais potentes e conquistou como clientes empresas que consomem grandes quantidades de energia em áreas remotas, como transportadoras que instalam antenas em estradas pouco movimentadas para rastrear o tráfego de suas cargas.

No início, uma pequena equipe de vendas recebia as encomendas, feitas por telefone ou pela internet.



Fonte: Planeta Sustentável

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Arquitetos franceses se inspiram em árvore para criar edifício



A Canopea é o projeto de um edifício residencial de baixo impacto ambiental. A proposta foi apresentada pela equipe francesa de Rhône-Alpes no concurso European Solar Decathlon 2012, com o intuito de proporcionar o conforto individual atrelado ao contato com a natureza.

O prédio foi inspirado na copa de uma árvore e, assim como os elementos naturais, será capaz de capturar 95% da energia solar e reaproveitar 30% da água das chuvas. O projeto é de um edifício de baixa estatura, com até dez andares.


A capacidade do projeto é limitada para controlar a densidade e não sobrecarregar as estruturas disponíveis aos moradores. Com janelas em toda a fachada, os habitantes terão uma visão privilegiada de 360º, permitindo um contato próximo com o ambiente no entorno.

Diversos recursos e serviços serão compartilhados. A energia obtida a partir de placas fotovoltaicas, por exemplo, será destinada a uma rede inteligente, responsável pela distribuição. Esta eletricidade alimentará todo o sistema de aquecimento e arrefecimento e o excedente deve ser aplicado a outros usos.


O edifício contará com plantações integradas, que mesclam o tom urbano com o verde. Além disso, o piso térreo e o terraço disponibilizarão lojas, creches, postos de carregamento elétrico, cozinha ao ar livre, salão de jogos, entre outras coisas.


O grupo responsável pelo projeto descartou o uso de grandes sistemas tecnológicos, em contrapartida apostou na flexibilidade dos ambientes internos para deixar os apartamentos personalizados, de acordo com a necessidade dos habitantes. A maior parte da mobília é móvel e pode ser facilmente transportada e adaptada a outros ambientes.

Fonte: Ciclo Vivo 

Desmatamento contribuiu para fim do império maia


Há cerca de 1.300 anos, o império maia começou a entrar em colapso. Três séculos depois, veio o fim. Sobraram apenas enormes pirâmides e templos para atestar sua existência.

A decadência da civilização é um dos grandes mistérios da arqueologia. As teorias mais divulgadas apontam que mudanças climáticas, que provocaram secas devastadoras, foram responsáveis pelo desaparecimento da civilização.

Agora, um novo estudo, publicado nesta terça-feira no periódico científico PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), afirma que não foi apenas a seca que desempenhou papel chave na destruição. Alterações humanas no ecossistema, como o desmatamento, e a decadência de rotas comerciais também foram fundamentais para o colapso.

"Este estresse ambiental foi complementado por uma mudança no comércio comercial de toda a península, o que reduziu a economia e o poder da elite dominante para manter a infraestrutura dos meios de subsistência", disse B. L. Turner Turner, um cientista Sustentabilidade da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos (EUA) e um dos autores do estudo ao lado de Jeremy A. Sabloff, presidente do Instituto Santa Fé, um centro que estuda as relações do homem com a natureza.

Segundo Turner, essa decadência, somada à decisão de abandonar as terras baixas do império, em vez de manter o investimento, acelerou o colapso.

Os autores dizem que essa teoria reconhece o papel das mudanças climáticas e aquelas provocadas pelo homem, mas também reconhece o papel do comércio e das decisões tomadas pelos maias.

Segundo o estudo, o colapso da civilização não foi "monolítico", mas teve muitas fases que variaram. "A única maneira de explicar essa variação é adotar uma visão complexa do sistema", diz o artigo.

Os cientistas afirma que o caso dos maias é um incentivo para o uso de analogias paleo-históricas para entender as atuais mudanças ambientais.

Fonte: Planeta Sustentável 

Já pensou em comer um lápis? Agora dá


Quem gosta de usar lápis sabe que a certa altura eles ficam no cotoco, difícil até de segurar entre os dedos. Imagine se você pudesse se desfazer do pedacinho restante simplesmente enterrando-o no canteiro mais próximo e, tempos depois, encontrasse um broto de coentro, uma flor ou um vegetal?









É exatamente isso o que a empresa Democratech fez ao laçar no mercado americano o Sprout, um lápis com cápsulas de semente variadas, acopladas no lugar da borracha, que pode ser plantado. O resultado são brotos de tomate, coentro, salsa, alecrim e até flores, como margaridas, dependendo da escolha do freguês.










A ideia nasceu do curso de design de produto Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em Cambridge, Estados Unidos, onde os alunos foram convidados a criar um produto sustentável para o escritório do futuro.



Ao inserir as sementes no corpo em madeira de cedro convencional, seus criadores aproveitaram para tornar o lápis também atrativos para as crianças, na esperança de estimulá-las a praticar a reciclagem através da jardinagem. 



Fonte: Exame.com