segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Urina pode absorver CO2 e reduzir aquecimento global, diz pesquisa



Cientistas espanhóis apostam no uso de urina para combater o aquecimento global. A sugestão foi publicada no periódico científico “Journal of Hazardous Material” e tem como principal vantagem o fato de ser uma substância produzida naturalmente e em grande quantidade.

De acordo com os pesquisadores, o processo é consequência da produção da molécula de urina, que também produz bicarbonato de amônio e, finalmente, a amônia, capaz de absorver o dióxido de carbono (CO2).

O estudo aponta a solução como um modelo ideal para as grandes cidades que, devido ao grande contingente populacional, seriam capazes de produzir muita urina e assim reduzir parte de suas emissões de gases de efeito estufa.

Manuel Jiménez Aguilar, cientista do Instituto de Pesquisa Agrícola e de Pesca do Governo Regional de Andaluzia e um dos responsáveis pela pesquisa, explica que os resíduos da aplicação ainda poderiam ser reaproveitados na agricultura, como acontece na China.

Como a urina sozinha entraria em decomposição, a sugestão é misturá-la a um líquido proveniente da azeitona. Conforme publicado no G1, a mistura é capaz de absorver o gás carbônico por até seis meses. A sugestão é de que ela seja aplicada em chaminés industriais e domésticas, para impedir que o gás chegue à atmosfera.

Para Aguilar o sistema poderia funcionar como os filtros industriais. Assim, quando o desempenho já estiver esgotado, bastaria trocar a mistura de urina, para continuar a absorver o CO2. Segundo ele, a opção permite a redução de1% das emissões.


Com informações do G1.
Fonte: Ciclo Vivo

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Avenida Paulista vai ganhar Ciclofaixa de Lazer


Um dos principais símbolos dos movimentos dos ciclistas paulistanos, a Avenida Paulista vai ganhar uma Ciclofaixa de Lazer nas próximas semanas. Ela terá 2,5 quilômetros de extensão e, inicialmente, vai só de uma ponta à outra da via. A Prefeitura planeja inaugurá-la no dia 26 de agosto, caso a pintura da sinalização não atrase. Os trabalhos deverão começar amanhã à noite.

A Paulista é palco há mais dez anos da Bicicletada, manifestação mensal que busca estimular e festejar a bike como meio de transporte. Além disso, abriga duas "ghost bikes" - bicicletas pintadas de branco que lembram ciclistas mortos na rua. Ambas ficam perto da esquina com a Rua Pamplona e homenageiam cicloativistas que foram atropeladas por ônibus: Márcia Prado, em 2009, e Julie Dias, em março deste ano.

A Ciclofaixa de Lazer, porém, não vai solucionar o problema de segurança viária envolvendo ciclistas na avenida. Ela funcionará apenas aos domingos e feriados, das 7h às 16h. Para evitar conflitos com os carros, será colada na pista da esquerda, ao lado do canteiro central. Nesse horário, a velocidade para os carros será reduzida de 60 km/h para 40 km/h, para evitar o risco de acidentes.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, haverá o apoio de 40 operadores de trânsito e 68 monitores de travessia durante a operação da Ciclofaixa de Lazer. Além disso, os retornos existentes na Avenida Paulista junto às Rua da Consolação e Bela Vista serão bloqueados no horário de funcionamento do evento.

Atualmente, a cidade conta com 33,5 km de Ciclofaixas de Lazer, espalhadas pelas zonas sul, oeste, leste e norte, que são patrocinadas por uma seguradora.

Fonte: Estadão.com 

Projeto Pituaçu Solar ganha menção honrosa em prêmio ambiental


O estádio Governador Roberto Santos, também conhecido como Metropolitano de Pituaçu, situado em Salvador (Bahia), foi o primeiro da América Latina a contar com energia solar. O sistema, inaugurado em abril de 2012, fez com que a concessionária de energia Coelba recebesse na quinta-feira, 16 de agosto, menção honrosa no Prêmio Fieb de Desempenho Ambiental, realizado na capital baiana.

O prêmio da Federação das Indústrias do Estado da Bahia reconhece, anualmente, as indústrias baianas que desenvolveram os melhores projetos de redução de danos ao meio ambiente.

Com a utilização dessa energia alternativa, o governo do Estado da Bahia estima economizar cerca de R$120 mil/ano. A energia solar gerada e interligada à rede de distribuição será equivalente a 630 MW/h ao ano, capaz de abastecer 525 residências. O projeto custou mais de R$ 5,5 milhões, dos quais R$ 3,8 milhões aplicados pela Coelba (concessionária local), por meio de financiamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e R$ 1,75 milhão pelo governo estadual.
“Além de ser o primeiro estádio da América Latina a usar energia solar, Pituaçu também é a primeira unidade consumidora a participar do sistema de compensação, que inclui disponibilizar na rede de abastecimento toda a eletricidade excedente”, observou ao EcoD, à época, Daniel Sarmento, engenheiro eletricista que coordenou o projeto da Coelba, que pertence ao Grupo Neoenergia.

Empresas vencedoras

As empresas Braskem, Deten Química, Veracel Celulose e Salve Terra foram as vencedoras da décima edição do Prêmio Fieb de Desempenho Ambiental.

Em 2012, oito empresas concorreram ao prêmio, que é dividido em duas categorias: micro/pequena e média/grande empresa. São três modalidades: Produção Mais Limpa, Projetos Cooperativos de Responsabilidade Socioambiental e Educação Ambiental. "Pensar na perpetuidade do meio ambiente é o nosso principal motivador", destacou ao jornal Correio* Silvia Reis, gerente da Braskem, empresa premiada na modalidade Produção Mais Limpa.

A gerente de desenvolvimento sustentável da Fieb, Arlinda Coelho, explicou que a premiação procura estimular e divulgar as iniciativas das indústrias para a população. "A sociedade tem cobrado muito que o setor produtivo assegure ações que reduzam os danos ambientais".


Assessora da Veracel Celulose, que venceu na modalidade Educação Ambiental, Rosane de Deus considerou o prêmio uma honra para a empresa. "Não somos parte do problema, mas podemos ser parte da solução", ressaltou, durante o discurso de agradecimento.

Para Angel Fernandez, diretor da Deten Química, a premiação é uma forma de mostrar às outras indústrias que não é necessário despender muitos recursos para reduzir os danos ao meio ambiente. "É um trabalho que nós fazemos ao longo do ano e que nos anima", observou Angel. 

Fonte: Ecodesenvolvimento 

Governo vai apoiar projetos de reúso de água em municípios pequenos


Municípios brasileiros de pequeno porte, com até 50 mil habitantes, devem ganhar um estímulo a mais para desenvolver projetos de reutilização da água. A Agência Nacional de Águas (ANA) anunciou que até 30 de novembro irá lançar o edital Seleção de Projetos para Desenvolvimento de Ações de Reúso da Água em Municípios de Pequeno Porte.

Podem participar propostas de órgãos e entidades da Administração Pública Municipal Direta e Indireta para o desenvolvimento de ações de reúso de água.

Serão transferidos R$ 5 milhões para os municípios selecionados, por meio de contratos de repasse. Caso haja disponibilidade orçamentária, os recursos e a quantidade de projetos aprovados (no mínimo, cinco) podem ser ampliados pela agência. Para participarem, as instituições deverão enviar suas propostas pelo portal do Siconv.

Os municípios selecionados deverão arcar com uma contrapartida entre 2% e 4% do valor total de recursos do projeto proposto, comprovando que as verbas estão asseguradas em seu orçamento.

Critérios

A ANA selecionará ações de implantação de sistemas de reúso de água integrados a sistemas de tratamento de esgoto, que atualmente operam com eficiência satisfatória ou baixa. A seleção abrange ainda as iniciativas de implantação de sistemas de reúso em municípios que não possuem tratamento.

Os sistemas de reúso devem possuir algumas características, como ser capazes de produzir animais e vegetais para alimentação, bioenergia e/ou artesanato, além de melhorar os efluentes. As propostas deverão ainda promover a destinação adequada do efluente com ações sustentáveis, tais quais o aproveitamento em aquicultura ou irrigação de parques ou jardins.

Tais sistemas também deverão ser de fácil aplicabilidade, baixo custo de implantação, operação, manutenção e monitoramento. As ações deverão ser realizadas preferencialmente até 36 meses após a assinatura do contrato entre ANA e a instituição selecionada. 

Fonte: Ecodesenvolvimento 

Quantos litros de água tem num temporal?


Um temporal forte, desses que caem durante o verão em São Paulo, chega a descarregar 92 litros de água por metro quadrado. Se essa chuvona caísse sobre toda a cidade, Sampa seria inundada por 138 bilhões de litros de água, o suficiente para encher 55 531 piscinas olímpicas, com 25 metros de largura, 50 de comprimento e 2 de profundidade. Esse megatoró hipotético sobre todo o município pode até acontecer, mas é bem raro. Afinal, a cidade paulistana é enorme, com uma área de 1 509 km². Na prática, o que acontece é que alguns bairros acabam sendo mais castigados do que os outros. Mas a quantidade de água que cai do céu não é o único fato a ser analisado para determinar a intensidade de uma chuva. O tempo de duração e o tamanho da área também contam. Por exemplo, uma chuva de 20 litros de água por m², distribuída em um dia por toda a cidade, pode passar como uma fina garoa. Já a mesma quantidade de chuva caindo em apenas uma hora pode detonar a região atingida, ainda mais se for sobre uma área pequena. Nas grandes metrópoles, o problema das enchentes é mais grave porque falta um bom sistema de drenagem da água - afinal, o solo foi impermeabilizado pelo asfalto. Situação bem diferente ocorre na Amazônia, onde chega a chover 4 mil litros por m² por ano! Na floresta, o aguaçeiro é absorvido pelas plantas, pelo solo e pelos rios, reduzindo o impacto da água que cai do céu. 

Fonte: Mundo Estranho 

Cinco maneiras de reutilizar gravatas velha




Gravatas são feitas, muitas vezes, de tecidos bonitos e únicos, mas elas se tornam obsoletas facilmente. Seria um desperdício descartá-las quando existe uma diversidade de maneiras de usá-las em projetos de reciclagem e artesanato.

Conheça cinco projetos de reutilização de gravatas usadas, selecionados pelo site Ecouterre, que você pode utilizar no seu dia-a-dia ou presentear alguém especial.

Correia de guitarra


A ideia não é exatamente algo que uma estrela do rock usaria, mas se você gostar, este é sem dúvida um olhar divertido e definitivamente eco-friendly. A correia de guitarra feita a partir de gravatas velhas é uma boa opção de presente e super fácil de fazer. Além da gravata você só vai precisar de régua, tesoura de tecido, duas fivelas de encaixe de alça e uma fivela de ajuste, agulha e linha.

Porta-celular



Outra opção de transformação é um porta-celular. Muito simples de fazer, ele pode ser utilizado para presentear tanto homens como mulheres. E cada peça pode se tornar única a partir da estampa da gravata e da diversidade de botões e enfeites que é possível escolher. Os materiais necessários são: régua, tesoura de tecido, botão grande, cordão elástico, agulha e linha.

Capa de óculos


A capa de óculos também é uma ótima escolha de presente unissex. E para confeccionar não é necessário nada mais do que materiais comuns de costura, como botão, linha, agulha, tesoura e régua.

Correia de câmara


Para os fotógrafos sustentáveis, correias singulares a partir de gravatas. A confecção utiliza o mesmo princípio de confecção da correia de guitarra, o que vai utilizar a mais é apenas um pedaço de fita larga para por nas extremidades de encaixe com a câmera.

Travesseiro



Com mais de uma gravata pode se confeccionar um travesseiro colorido e acima de tudo sustentável, que pode ser usado no quarto, na sala ou na varanda. Para isso você vai precisar de seis gravatas, materiais comuns de costura e algum material de enchimento que também pode ser reciclado, como retalhos velhos de outros tecidos. 

Fonte Ecodesenvolvimento 

Aprenda a fazer desinfetante ecológico


Para ter uma vida mais sustentável o ideal é buscar sempre os produtos naturais e que, na medida do possível, tenham o menor impacto possível no meio ambiente. O problema é que em alguns casos parece complicado seguir a linha ecologicamente correta. É o caso dos produtos para limpeza. Disponíveis em qualquer mercado, porém quase todos são tóxicos e prejudiciais à natureza.

Como é impossível evitar o uso de materiais de limpeza, a solução então é fazer seus próprios produtos. Hoje o CicloVivo ensina como fazer um desinfetante ecológico. A dica é da empresa Surya Brasil que não utiliza mais produtos de limpezas tóxicos.



A preparação é simples e requer poucos ingredientes:

1 litro de álcool

1 limão

1 colher de bicarbonato de sódio

Ervas aromáticas (lavanda, hortelã, eucalipto, etc.)

1 litro de água ou vinagre

1 garrafa pet

Escolha as ervas aromáticas de sua preferência e coloque-as dentro de um litro de álcool. Deixe essa mistura em um local escuro por três dias.

Após esse período, pegue a garrafa pet e dentro dela misture um copo do álcool com ervas, a água ou vinagre, o limão e o bicarbonato de sódio. Para cada litro de desinfetante é usado apenas um copo de álcool. Mesmo assim, a composição do líquido com as ervas pode ser armazenadas uso posterior.

A receita foi elaborada pela Surya Brasil, fundada em 1995. Ela oferece cosméticos naturais e orgânicos com ervas e frutas importadas da Índia e da Amazônia.

A empresa produz colorações, xampus, condicionadores, hidratantes corporais, sabonete líquido, máscara capilar, entre outros produtos. Importante também ressaltar que ela não testa nenhum produto em animais.

Fonte: Ciclo Vivo