terça-feira, 14 de agosto de 2012

Consultor dá 10 dicas para empresários tornarem seus negócios mais sustentáveis


É cada vez maior a cobrança da sociedade para que as empresas sejam sustentáveis, mesmo que muitas nem saibam ao certo o que significa realmente ser uma companhia “verde”. Apesar de poucas terem profissionais dedicados exclusivamente a questões ligadas à sustentabilidade e gestão em meio ambiente, é preciso tomar medidas para, por exemplo, economizar recursos como água, energia elétrica e papel.

“Muitos pequenos e médios empresários acreditam que investir em algo sustentável em seus negócios é oneroso. Mas é justamente o contrário, já que é possível mudar a partir de detalhes que, de tão simples, muitas vezes passam despercebidos (...) e que podem até trazer economia, mesmo que em longo prazo”, afirma Enio De Biasi, sócio-diretor da De Biasi Auditores Independentes.

O consultor enfatiza que, “para trabalhar de modo ecologicamente correto, independentemente do tamanho da empresa, basta que cada um queira fazer sua parte”. A seguir, De Biasi sugere 10 ações que podem ajudar as empresas a adotar, de forma realista, uma postura mais verde e sustentável, sem impacto nos negócios:

- Criar ambientes de trabalho que viabilizem projetos com foco em sustentabilidade: é importante pensar nos impactos de cada decisão, como a escolha dos tipos de dispositivos que serão usados na empresa, o local onde os funcionários serão alocados e o desenho dos espaços de trabalho.

- Manter regras que controlem as emissões de carbono e, se possível, neutralizá-las: algumas organizações medem essas emissões, o que permite calcular quantas árvores devem ser plantadas para neutralizar o carbono lançado na atmosfera durante as atividades cotidianas de sua empresa.

- Adotar políticas de gerenciamento de energia: além de desenvolver sistemas de monitoramento, é interessante criar data centers eficientes, desligar equipamentos eletrônicos (computadores, impressoras, estabilizadores etc) ao deixar o posto de trabalho e trocar as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, entre outras questões.

- Substituir as sacolas tradicionais, caso sejam utilizadas pela empresa, pelas versões biodegradáveis, que se deterioram em pouco tempo, sem agredir o meio ambiente. Caso seu negócio crie lixo tóxico, o ideal é contatar as empresas responsáveis pela coleta para saber como deve ser o descarte correto. Isso vale também ao eliminar pilhas, baterias, computadores e lâmpadas fluorescentes.

- Procurar saber, ao contratar um fornecedor, quais são os métodos usados pela empresa dele como, por exemplo, se ela utiliza meios legais para vender seus produtos e se cumpre as legislações ambiental e trabalhista.

- Tornar seus cartões de visita “verdes”: uma boa forma de deixá-los mais eco-friendly é trocar os papéis comuns das impressões pelos reciclados e utilizar tintas a base de soja, entre outras novidades. Isso, além de ajudar o meio ambiente, melhora a imagem da empresa.

- Instalar um software para economizar na impressão e eliminar as máquinas de fax: uma importante parte dos custos das companhias é oriunda das impressoras. Isso porque a impressão – muitas vezes desnecessária – de documentos, e-mails e páginas da internet consome muito papel e tinta. Para resolver o problema, é só usar um software de gerenciamento de impressões, que pode ser baixado gratuitamente na internet.

- Melhorar a sala de descanso: para evitar desperdícios de materiais como papéis, copos e talheres plásticos, é preciso convencer os funcionários a utilizar canecas reutilizáveis para beber água e café. Outra sugestão é dispensar máquinas de café, lanches e afins, que gastam muita energia e deixam resíduos plásticos, e disponibilizar uma cesta de lanches saudáveis e um refrigerador para gelar bebidas e alimentos.

- Aprimorar seus equipamentos de escritório, em vez de trocá-los: tentar usá-los pelo maior tempo possível é uma das melhores maneiras de economizar dinheiro e reduzir o volume de lixo. Isso não significa sacrificar um bom desempenho, mas tentar fazer upgrades nas máquinas quando der antes de jogá-las fora e comprar novas.

- Pensar verde ao trocar móveis ou materiais do escritório: quando for necessário realizar substituições, tentar fazê-las de modo sustentável, dando preferência a peças e utensílios compostos por material reciclado ou madeiras certificadas.

Fonte: Ciclo Vivo 

Vietnamitas usam bambu para construir restaurante luxuoso


O escritório vietnamita de arquitetura Vo Trong Nghia projetou um grande restaurante e centro de eventos feito inteiramente em bambu. A estrutura foi inspirada nas formas naturais, com o intuito de ser altamente sustentável.


Instalado na província de Vinh Phuc, no Vietnã, o edifício mescla elegância, funcionalidade e criatividade. Os arquitetos optaram pelo uso de materiais sustentáveis e locais, que criaram um ambiente misterioso, praticamente imerso em água.


O local foi apelidado de Bamboo Wings, por sua forma lembrar as asas de um pássaro. Os clientes que visitam o restaurante podem caminhar e se acomodar em volta do espelho d’água, repleto de árvores, que complementam o ambiente natural criado pelos arquitetos.


O uso do bambu é o ponto mais sustentável da proposta. A planta cresce rapidamente e seu uso na construção é bastante comum devido à praticidade e durabilidade que proporciona. Por causa disso, os arquitetos puderam dispensar o aço e outros materiais sintéticos estruturais.


O Bamboo Wings foi desenhado de maneira a permitir a ventilação natural, com seus 12 metros de altura, mantendo o ambiente sempre fresco e arejado independente do uso de sistemas de ar-condicionado.


Fonte: Ciclo Vivo 

Conheça melhor o Sistema de Captação e Aproveitamento da Água de Chuva


Toda casa precisa de um sistema de captação e escoamento de água das chuvas eficiente. Para tanto, é necessário instalar calhas, rufos, rincões e funis que conduzem as águas pluviais a pontos de escoamento como ralos, caixas com grelhas e bocas de lobo. Então, por que não redirecionar essa água e utilizá-la? Um sistema de aproveitamento permite o uso da água para fins não potáveis e ainda ajuda a economizar na conta.
O sistema funciona assim: A água da chuva é coletada do telhado por calhas e acumulada em uma cisterna. De lá, passa por um filtro e é bombeada pela residência.

O ideal é que esse reservatório possua um ladrão para despejar a água excedente em dias de muita chuva. A capacidade ideal deve ser determinada pelas empresas especializadas na instalação do sistema. Para isso, será necessário apenas identificar os seguintes dados: área de coleta do telhado, região e clima do local e previsão de consumo de água.

Se a cisterna ficar na parte inferior da construção, será necessário instalar uma bomba que ajude na distribuição. Já o filtro é indispensável, para evitar contaminações.

O reservatório da água da chuva não precisa ser acoplado à caixa d’água da residência, mas em períodos de estiagem pode ser necessário transferir a água da caixa para a cisterna. Se, por exemplo, o reservatório de chuva for responsável pelo abastecimento dos vasos sanitários, não poderá ficar vazio.

“O sistema de aproveitamento pode ser instalado tanto em empreendimentos em construção quanto em preexistentes, afinal, grande parte da infraestrutura necessária é colocada externamente”, informa o biólogo da Acqua Regia Tecnologia Ambiental, Liutas Martinaitis Ferreira.

Essa água pode ser usada para a limpeza geral e irrigação do jardim. “Ela pode ainda abastecer os vasos sanitários. Nesse caso, a tubulação deve ser independente de chuveiros e lavatórios, bem como do restante da casa”, ensina o engenheiro civil Alberto Chierighini Filho.

Para estender ainda mais o uso e viabilizar o contato com o corpo humano, é preciso contar com um sistema de desinfecção. “Antes de ser distribuída, a água da cisterna precisará ser enviada a um equipamento de purificação que fará a filtração e a esterilização”, explica o diretor comercial e biólogo da Acqua Regia.
O engenheiro do Departamento Técnico da AcquaBrasilis Meio Ambiente, César Argentieri Ferreira, lembra que, para o tratamento, há vários tipos de filtros. Um deles descarta a primeira água, aquela que carrega a maior parte das impurezas contidas nos telhados; o restante é armazenado para aproveitamento. Outro armazena todo o volume precipitado e para tratamento existe um filtro de areia que retém as impurezas. E há ainda aqueles que usam os raios ultravioleta para desinfecção. “Nos dois primeiros, é necessária uma dosagem de cloro para evitar a proliferação de bactérias. Logo após, a água é bombeada para os pontos de consumo e caixa d’água de reuso”, acrescenta o engenheiro.


Por que aproveitar essa água?

Segundo o especialista da AcquaBrasilis, considerando que o consumo em vasos sanitários pode chegar a 40% da totalidade em uma residência, os projetos com esse sistema economizam bastante. “Além disso, diminuindo o consumo de água, se reduz a cobrança de esgoto, gerando economia em dobro”, destaca Ferreira. Porém, ele admite que, em épocas de estiagem, será necessário usar a água da concessionária e alguns meses do ano não contarão com essa economia.

Investimento

O diretor do Consórcio da Chuva 3P TECHNIK / ACQUASAVE, Jack M. Sickermann, diz que os gastos de um sistema completo, em uma área de 150 a 250 m2, com instalação durante a obra, variam entre R$ 5.500 e R$ 7.500. “Em uma residência pronta, instala-se uma cisterna menor, o que diminui o custo, já que esse item é o mais caro. Nesse caso, o custo varia entre R$ 3.500 e R$ 4 mil”, informa.
Ele ainda lembra que, em construções residenciais, o retorno desse investimento é mais lento. “Normalmente, não é inferior a três anos”, conclui.


Fonte: Arquitetura Sustentável

Capa para tablets recarrega dispositivos com energia solar


Os tablets e iPads chegaram ao mercado para ficar. Eles possuem a vantagem de ser facilmente levados para qualquer lugar, assim seus usuários podem ler livros, acessar aplicativos e navegar pela internet. Apesar de todas as facilidades, a desvantagem é a necessidade de recarregá-los frequentemente.

Pensando nisso, a empresa norte-americana Voltaic Systems desenvolveu um case para dispositivos portáteis com um sistema gerador de energia solar acoplado. Desta forma, o tablet pode ser recarregado em qualquer lugar, sem a necessidade de conexão com as redes elétricas.

A capa possui quatro painéis fotovoltaicos acoplados em sua parte externa. Dez horas de incidência solar direta podem carregar um iPad completamente. Uma hora de luz solar direta é suficiente para assistir um vídeo de uma hora de duração.

Além de carregar os dispositivos, o Spark Tablet Case é à prova d’água e também possui almofadas para a proteção do equipamento. Os painéis são resistentes, leves e compactos. Você também pode carregar outros gadgets no case, como celulares, iPods e câmeras fotográficas.

A parte interna da capa possui bolsos e compartimentos forrados, para mantertodos os dispositivos e peças pequenas intactas e bem protegidas. A parte externa da capa é feita a partir de garrafas de refrigerante recicladas.

Os painéis solares produzem até oito watts de potência, que carregam a bateria universal armazenada no interior do case. A bateria também pode ser rapidamente carregada em qualquer saída USB.

O case pode ficar em uma posição entreaberto, onde é possível encaixar o tablet e trabalhar, ao mesmo tempo em que a maleta capta a energia solar, criando uma mini estação de trabalho.



O Spark Tablet Case está à venda pelo site da VoltaicSystems e custa US$299,00, cerca de R$600,00 reais.


Fonte: Ciclo Vivo


Veja dez objetos que não merecem terminar no lixo e inspire-se!


Reutilizar é um dos “R”s mais importantes do consumidor consciente. Selecionamos 10 ideias para te inspirar a olhar cada objeto do dia-a-dia de outra forma, que evite a geração de lixo e também de consumo.

1. Potes de vidro

Vidros de conserva viram belas lamparinas para um jardim ou mesmo uma festa!


2. Disco de vinil

Aquele vinil que já não toca mais pode organizar suas revistas, correspondências, contas a pagar…e ainda dar um toque decorativo à parede!


3. Carretel de cabos elétricos


Essa mesinha e porta-livros cheia de charme pode estar abandonada numa calçada agora!


4. Talheres

 Poxa, o talher entortou? Que ótimo!


5. Caixotes

Por que mesmo a gente compra prateleiras?


6. Latas

Elas podem virar uma mini adega, um revisteiro ou um organizador charmoso para o que vier à mente!


7. Estrado

Em um ambiente sofisticado, bem pintados de branco, os estrados dessa “arquibancada caseira” nem parecem os mesmo que transportaram mercadorias em caminhões!


8. Camisas

 Se o remendo disfarçado de bordado não cai bem para uma camisa social, que tal em uma almofada?


9. Porcelana

Esse material não é reciclado no Brasil e, por isso, a melhor alternativa é mesmo reutilizá-lo. Fica fácil usá-las como porta-velas. Uma pilha de pratos também pode virar um abajur:


10. Jornal

Um designer francês juntou 423 jornais para fazer este incrível banco, que agüenta várias pessoas com uma base formada por três barras de metal. É claro que a missão não é para qualquer um, mas vale à pena juntar uma pilha para entregar a algum artista da vizinhança!
Uma opção menos artística, mas muito útil, é fazer da folha de jornal um saquinho para embalar o lixo, aproveitando a onda de extinção das sacolinhas plásticas. Tem uma passo-a-passo bem facinho aqui.


Fonte: Super Interessante

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Designer cria purificador de plantas para limpar ar de casa



 Pensando em levar um pouco de natureza e ar fresco para a vida entre quatro paredes nas grandes cidades, a designer Elaine Tong criou esse simpático purificador de ar que lembra uma molécula.

Cada módulo contém plantas com raízes que são altamente eficientes na absorção de agentes que contribuem para a poluição dentro de apartamentos e casas, como formaldeídos e benzenos, comuns em produtos do dia-a-dia tão diversos como materiais de construção, tintas e solventes.

A absorção do ar se dá por ventiladores acoplados nos módulos, que funcionam como mini estufas conectadas por um sensor que distribui água e umidade na quantidade necessária. Chamado de Filtration Block, o protótipo foi desenvolvido com apoio do RAD, um núcleo da Universidade de Toronto que estimula projetos que unem sustentabilidade e tecnologia.

Mais do que uma estrutura que ajuda a melhorar a saúde ambiental, o purificador se encaixa com flexibilidade na decoração, uma vez que seus módulos podem ser reorganizados de acordo com o gosto do dono. Dá para pendurar no teto ou na parede.

Fonte: Exame.com 

Empresa alemã desenvolve computador 98% reciclável



Uma parceria entre o instituto alemão Fraunhofer IZM e a empresa irlandesa MicroPro resultou no desenvolvimento de um computador touchscreen 98% reciclável. O PC iameco (I am Eco) V3 tem estrutura em madeira e foi desenhado para ter o máximo de eficiência energética.

Além de ter 98% dos componentes recicláveis, 20% podem ser reutilizados de maneiras simples. Os desenvolvedores do produto também se preocuparam em diminuir ao máximo a quantidade de halógeno nos componentes eletrônicos, como os processadores.

Outra vantagem sustentável do produto é a possibilidade de uma maior durabilidade, já que foi pensado para que suas peças sejam facilmente substituíveis quando necessário. A pegada ecológica para a produção de um iameco parece grande – são 360 quilogramas de CO2 emitidos – mas esse número chega a ser 70% mais baixo que de um computador normal.

Fonte: Atitude Sustentável