terça-feira, 14 de agosto de 2012

Conheça melhor o Sistema de Captação e Aproveitamento da Água de Chuva


Toda casa precisa de um sistema de captação e escoamento de água das chuvas eficiente. Para tanto, é necessário instalar calhas, rufos, rincões e funis que conduzem as águas pluviais a pontos de escoamento como ralos, caixas com grelhas e bocas de lobo. Então, por que não redirecionar essa água e utilizá-la? Um sistema de aproveitamento permite o uso da água para fins não potáveis e ainda ajuda a economizar na conta.
O sistema funciona assim: A água da chuva é coletada do telhado por calhas e acumulada em uma cisterna. De lá, passa por um filtro e é bombeada pela residência.

O ideal é que esse reservatório possua um ladrão para despejar a água excedente em dias de muita chuva. A capacidade ideal deve ser determinada pelas empresas especializadas na instalação do sistema. Para isso, será necessário apenas identificar os seguintes dados: área de coleta do telhado, região e clima do local e previsão de consumo de água.

Se a cisterna ficar na parte inferior da construção, será necessário instalar uma bomba que ajude na distribuição. Já o filtro é indispensável, para evitar contaminações.

O reservatório da água da chuva não precisa ser acoplado à caixa d’água da residência, mas em períodos de estiagem pode ser necessário transferir a água da caixa para a cisterna. Se, por exemplo, o reservatório de chuva for responsável pelo abastecimento dos vasos sanitários, não poderá ficar vazio.

“O sistema de aproveitamento pode ser instalado tanto em empreendimentos em construção quanto em preexistentes, afinal, grande parte da infraestrutura necessária é colocada externamente”, informa o biólogo da Acqua Regia Tecnologia Ambiental, Liutas Martinaitis Ferreira.

Essa água pode ser usada para a limpeza geral e irrigação do jardim. “Ela pode ainda abastecer os vasos sanitários. Nesse caso, a tubulação deve ser independente de chuveiros e lavatórios, bem como do restante da casa”, ensina o engenheiro civil Alberto Chierighini Filho.

Para estender ainda mais o uso e viabilizar o contato com o corpo humano, é preciso contar com um sistema de desinfecção. “Antes de ser distribuída, a água da cisterna precisará ser enviada a um equipamento de purificação que fará a filtração e a esterilização”, explica o diretor comercial e biólogo da Acqua Regia.
O engenheiro do Departamento Técnico da AcquaBrasilis Meio Ambiente, César Argentieri Ferreira, lembra que, para o tratamento, há vários tipos de filtros. Um deles descarta a primeira água, aquela que carrega a maior parte das impurezas contidas nos telhados; o restante é armazenado para aproveitamento. Outro armazena todo o volume precipitado e para tratamento existe um filtro de areia que retém as impurezas. E há ainda aqueles que usam os raios ultravioleta para desinfecção. “Nos dois primeiros, é necessária uma dosagem de cloro para evitar a proliferação de bactérias. Logo após, a água é bombeada para os pontos de consumo e caixa d’água de reuso”, acrescenta o engenheiro.


Por que aproveitar essa água?

Segundo o especialista da AcquaBrasilis, considerando que o consumo em vasos sanitários pode chegar a 40% da totalidade em uma residência, os projetos com esse sistema economizam bastante. “Além disso, diminuindo o consumo de água, se reduz a cobrança de esgoto, gerando economia em dobro”, destaca Ferreira. Porém, ele admite que, em épocas de estiagem, será necessário usar a água da concessionária e alguns meses do ano não contarão com essa economia.

Investimento

O diretor do Consórcio da Chuva 3P TECHNIK / ACQUASAVE, Jack M. Sickermann, diz que os gastos de um sistema completo, em uma área de 150 a 250 m2, com instalação durante a obra, variam entre R$ 5.500 e R$ 7.500. “Em uma residência pronta, instala-se uma cisterna menor, o que diminui o custo, já que esse item é o mais caro. Nesse caso, o custo varia entre R$ 3.500 e R$ 4 mil”, informa.
Ele ainda lembra que, em construções residenciais, o retorno desse investimento é mais lento. “Normalmente, não é inferior a três anos”, conclui.


Fonte: Arquitetura Sustentável

Capa para tablets recarrega dispositivos com energia solar


Os tablets e iPads chegaram ao mercado para ficar. Eles possuem a vantagem de ser facilmente levados para qualquer lugar, assim seus usuários podem ler livros, acessar aplicativos e navegar pela internet. Apesar de todas as facilidades, a desvantagem é a necessidade de recarregá-los frequentemente.

Pensando nisso, a empresa norte-americana Voltaic Systems desenvolveu um case para dispositivos portáteis com um sistema gerador de energia solar acoplado. Desta forma, o tablet pode ser recarregado em qualquer lugar, sem a necessidade de conexão com as redes elétricas.

A capa possui quatro painéis fotovoltaicos acoplados em sua parte externa. Dez horas de incidência solar direta podem carregar um iPad completamente. Uma hora de luz solar direta é suficiente para assistir um vídeo de uma hora de duração.

Além de carregar os dispositivos, o Spark Tablet Case é à prova d’água e também possui almofadas para a proteção do equipamento. Os painéis são resistentes, leves e compactos. Você também pode carregar outros gadgets no case, como celulares, iPods e câmeras fotográficas.

A parte interna da capa possui bolsos e compartimentos forrados, para mantertodos os dispositivos e peças pequenas intactas e bem protegidas. A parte externa da capa é feita a partir de garrafas de refrigerante recicladas.

Os painéis solares produzem até oito watts de potência, que carregam a bateria universal armazenada no interior do case. A bateria também pode ser rapidamente carregada em qualquer saída USB.

O case pode ficar em uma posição entreaberto, onde é possível encaixar o tablet e trabalhar, ao mesmo tempo em que a maleta capta a energia solar, criando uma mini estação de trabalho.



O Spark Tablet Case está à venda pelo site da VoltaicSystems e custa US$299,00, cerca de R$600,00 reais.


Fonte: Ciclo Vivo


Veja dez objetos que não merecem terminar no lixo e inspire-se!


Reutilizar é um dos “R”s mais importantes do consumidor consciente. Selecionamos 10 ideias para te inspirar a olhar cada objeto do dia-a-dia de outra forma, que evite a geração de lixo e também de consumo.

1. Potes de vidro

Vidros de conserva viram belas lamparinas para um jardim ou mesmo uma festa!


2. Disco de vinil

Aquele vinil que já não toca mais pode organizar suas revistas, correspondências, contas a pagar…e ainda dar um toque decorativo à parede!


3. Carretel de cabos elétricos


Essa mesinha e porta-livros cheia de charme pode estar abandonada numa calçada agora!


4. Talheres

 Poxa, o talher entortou? Que ótimo!


5. Caixotes

Por que mesmo a gente compra prateleiras?


6. Latas

Elas podem virar uma mini adega, um revisteiro ou um organizador charmoso para o que vier à mente!


7. Estrado

Em um ambiente sofisticado, bem pintados de branco, os estrados dessa “arquibancada caseira” nem parecem os mesmo que transportaram mercadorias em caminhões!


8. Camisas

 Se o remendo disfarçado de bordado não cai bem para uma camisa social, que tal em uma almofada?


9. Porcelana

Esse material não é reciclado no Brasil e, por isso, a melhor alternativa é mesmo reutilizá-lo. Fica fácil usá-las como porta-velas. Uma pilha de pratos também pode virar um abajur:


10. Jornal

Um designer francês juntou 423 jornais para fazer este incrível banco, que agüenta várias pessoas com uma base formada por três barras de metal. É claro que a missão não é para qualquer um, mas vale à pena juntar uma pilha para entregar a algum artista da vizinhança!
Uma opção menos artística, mas muito útil, é fazer da folha de jornal um saquinho para embalar o lixo, aproveitando a onda de extinção das sacolinhas plásticas. Tem uma passo-a-passo bem facinho aqui.


Fonte: Super Interessante

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Designer cria purificador de plantas para limpar ar de casa



 Pensando em levar um pouco de natureza e ar fresco para a vida entre quatro paredes nas grandes cidades, a designer Elaine Tong criou esse simpático purificador de ar que lembra uma molécula.

Cada módulo contém plantas com raízes que são altamente eficientes na absorção de agentes que contribuem para a poluição dentro de apartamentos e casas, como formaldeídos e benzenos, comuns em produtos do dia-a-dia tão diversos como materiais de construção, tintas e solventes.

A absorção do ar se dá por ventiladores acoplados nos módulos, que funcionam como mini estufas conectadas por um sensor que distribui água e umidade na quantidade necessária. Chamado de Filtration Block, o protótipo foi desenvolvido com apoio do RAD, um núcleo da Universidade de Toronto que estimula projetos que unem sustentabilidade e tecnologia.

Mais do que uma estrutura que ajuda a melhorar a saúde ambiental, o purificador se encaixa com flexibilidade na decoração, uma vez que seus módulos podem ser reorganizados de acordo com o gosto do dono. Dá para pendurar no teto ou na parede.

Fonte: Exame.com 

Empresa alemã desenvolve computador 98% reciclável



Uma parceria entre o instituto alemão Fraunhofer IZM e a empresa irlandesa MicroPro resultou no desenvolvimento de um computador touchscreen 98% reciclável. O PC iameco (I am Eco) V3 tem estrutura em madeira e foi desenhado para ter o máximo de eficiência energética.

Além de ter 98% dos componentes recicláveis, 20% podem ser reutilizados de maneiras simples. Os desenvolvedores do produto também se preocuparam em diminuir ao máximo a quantidade de halógeno nos componentes eletrônicos, como os processadores.

Outra vantagem sustentável do produto é a possibilidade de uma maior durabilidade, já que foi pensado para que suas peças sejam facilmente substituíveis quando necessário. A pegada ecológica para a produção de um iameco parece grande – são 360 quilogramas de CO2 emitidos – mas esse número chega a ser 70% mais baixo que de um computador normal.

Fonte: Atitude Sustentável 

Designer alemão cria esculturas utilizando apenas papelão




O designer alemão Bartek Elsner desenvolveu uma técnica em que usa papelão para criar esculturas que são verdadeiras obras de arte. Este trabalho deu origem a série The Paper Stuff.


As peças produzidas por ele são diversas e vão desde câmeras de segurança até aparelhos domésticos. Um aspecto interessante do trabalho é que usando somente o papelão como matéria-prima, ele consegue desenvolver peças que aparentemente estão “rachadas”. A técnica é realmente diferente.



 














O trabalho pode ser visto pela internet e também pessoalmente na exposição The Paper Stuff, em Berlim, na Alemanha. A mostra teve início no dia 27 de julho e conta com pássaros, televisão quebrada, câmeras, garrafa de bebida alcoólica, lareira, entre outros objetos. Todos os objetos são feitos com papelão.


As peças são bastante realistas e, segundo o artista, o objetivo é transformar elementos comuns em obras de arte. Por isso, a escolha de um material simples. Além de designer, Elsner  já trabalho com ilustração e outras funções relacionadas à publicidade. Hoje, ele também se dedica à função de diretor de arte.

Usar o papelão na criação de objetos pode ter uma vertente artística e também ecológica. Feitas para a arte, as peças se transformam em poderosas ferramentas de protesto. Podem, inclusive, chamar a atenção para a questão da obsolescência programada.








 
O papelão é também usado como matéria-prima para empresas ecologicamente corretas. É o caso, por exemplo, da australiana Karton que oferece uma linha inteira de móveis e decoração feitos com este material.
















Fonte: Ciclo Vivo 



Técnicas de reciclagem permitem reaproveitar lixo jogado fora por cooperativa de catadores


Apesar da tecnologia disponível, nem todo lixo que é separado para a reciclagem acaba se transformando em novos produtos. Veja na reportagem de Alan Severiano.

É o garimpo do mundo moderno. Na esteira da cooperativa de reciclagem, plástico, metal e vidro geram renda e 40 empregos. Mas boa parte do que poderia ser aproveitado é desperdiçada: bandejinhas de isopor e embalagens laminadas, de salgadinho e biscoito, vai tudo parar em aterros sanitários, junto com lixo orgânico.

“Falta de comprador e preço muito baixo. Não compensa o cooperado pegar”, explica Claudio Rodrigues, presidente da Cooperativa.

O isopor, por exemplo, é leve e ocupa muito espaço, o que encarece o frete.

Marli, que costuma separar isopor e embalagens de salgadinhos, não gostou nada de saber que o trabalho dela é em vão. “Não tem sentido, perda de tempo”, diz Marly Madruga.

Para a ambientalista Delaine Romano faltam estímulos e investimentos para a reciclagem.
“A gente acaba criando um problema pras cooperativas, porque isso é um resíduo que depois, às vezes, ela tem q pagar pra alguém recolher. Então onde não tem essa comercialização, não tem porque o município descartar o material”, explica Delaine Romano, especialista em reciclagem da Abes, Associação Brasileira de Engenharia Ambiental.

Tecnologia já existe, mas as iniciativas são pontuais. Uma fabricante de salgadinhos transforma embalagens usadas em prateleiras para expor os produtos. A montadora do Paraná usa uma máquina para triturar e tirar o ar do isopor - que é transformado em sanca, forro e rodapé.

Tecnologia semelhante à usada por outra cooperativa em São Paulo. O material que enche um sacão de mil e 500 litros, depois de processado vira pecas que, juntas, pesam mais de 20 kg. Isso torna viável o transporte até as empresas de reciclagem.

“Nós compramos a 25 centavos o quilo e ele já processado nós conseguimos vender a 90 centavos o quilo”, diz Elma Miranda, presidente da cooperativa.

Pena que é a única da cidade a reaproveitar o isopor. O produto que vira régua rende até R$1.800 por mês para quem trabalha no local.

“É benfeitoria pra gente mesmo, pro Brasil, também porque se fosse pra jogar eles no lixo, onde ia acumular”, declara Maria de Jesus da Silva, cooperada.


Fonte: Globo.com