quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Arquiteta desenvolve tijolo sustentável que ajuda a reduzir o impacto do carbono na construção

40% das emissões globais de CO2 estão ligadas à indústria da construção civil, principalmente devido à produção exaustiva do material e aos processos de eliminação




Os tijolos são usados em cerca de 80% da construção global, sendo que 1,23 trilhão de unidades são produzidas por ano, em todo o mundo. A fabricação é uma prática antiga e que abrange uma grande variedade de métodos. Os modos que se valem de  baixa tecnologia muitas vezes dependem da queima de materiais perigosos e acabam produzindo formas extremas de poluição, o que resulta em doenças respiratórias para o trabalhador. Até os métodos mais modernos continuam na dependência dos combustíveis fósseis e resultam na manutenção das emissões de gás carbônico.

As tradicionais unidades de alvenaria feitas com tijolos de barro são criadas num processo que utiliza, muitas vezes, a queima de lenha. Assim, eles acabam sendo responsáveis por, aproximadamente, 800 milhões de toneladas de emissões globais de gás carbônico a cada ano, sendo maior do que a frota da aviação mundial.

Mas, há busca por alternativas sustentáveis. A arquiteta Ginger Dosier desenvolveu o bioMason, uma tecnologia que fabrica tijolos utilizando micro-organismos para uso na construção. O processo de cementação é realizado em temperaturas ambientes, e o tijolo endurecido requer menos de cinco dias para se formar, além de apresentar força, tempo de produção e custos comparáveis aos dos tijolos de barro; e por isso se apresenta como uma alternativa mais segura, limpa e eficaz, segundo a criadora.

Esses tijolos utilizam três componentes em sua fabricação: agregados, biológicos e matérias-primas de nutrientes e minerais. Os agregados utilizáveis consistem em partículas que variam de areia, massa reciclada, duna de areia e até pó de carvão. Os biológicos são bactérias naturais responsáveis por induzir a formação de cimento. E as matérias-primas são os recursos globais abundantes, mas que também podem ser extraídos de resíduos industriais.

O objetivo da bioMason é reduzir as emissões globais de CO2, permitindo que fabricantes de alvenarias possam incorporar essa tecnologia em linhas de produção existentes.

Segundo Ginger, a sua inspiração surgiu do livro “Biomimética: Inovação Inspirada pela Natureza”, da autora Janine Benyus. Essa área da ciência, chamada biomimética, procura estudar as estratégias utilizadas pela natureza para criar soluções para os problemas atuais da humanidade. Nesse caso, a criadora ficou fascinada em como as conchas e corais são capazes de formar biocimentos fortes em temperatura ambiente sem poluir o ambiente circundante, enquanto localmente são fonte de materiais necessários.

Confira o vídeo abaixo (em inglês) com uma palestra de Ginger, para mais detalhes.



Fonte: eCycle

Carrinho de bebê ecológico é produzido com garrafas PET e outros resíduos


Criada na Holanda, a empresa Greentom aproveita garrafas PET e outros materiais encontrados no lixo para a montagem de carrinhos de bebê ecológicos, que diminuem o impacto ambiental das famílias já no início da vida das crianças. Desde sua criação, o produto ganhou destaque entre o público geral e os especialistas, rendendo prêmios e reconhecimento à empresa.

Agregar sustentabilidade às famílias por meio das crianças é uma das principais missões da empresa europeia, referência por desenvolver seus produtos da forma mais ecológica possível. A estrutura do equipamento é produzida com plástico reciclado, e o tecido, elaborado com garrafas PET, é fixado ao carrinho com parafusos anteriormente utilizados. De acordo com a empresa, apenas as rodinhas são feitas de borracha pura, mas novas alternativas recicladas já vêm sendo buscadas para substituir as peças.
  


Segundo informou o site português Greensavers, o carrinho possui cerca de sete quilos, distribuídos entre estrutura e tecido reciclados, disponíveis em cores variadas. Em breve, será produzida uma nova versão para o encosto dos bebês, utilizando não somente as garrafas, mas também a juta para compor o tecido. A Greentom também informou que está em fase de desenvolvimento um berço portátil sustentável, com as mesmas características do carrinho.

Colecionando prêmios – dentre eles, o Innovation Award, um dos mais influentes concursos de design da Alemanha, – a Greentom já comercializa o carrinho em sua página da web, e o produto é entregue a várias localidades no mundo, inclusive no Brasil. Para adquirir o carrinho sustentável, é necessário desembolsar pouco mais de 760 reais.

Fonte: CicloVivo