sexta-feira, 25 de maio de 2012

ABES-SP participa da VIII Semana de Meio Ambiente de Unesp Sorocaba

Inclusão do jovem profissional no setor, apresentação de tecnologias no tratamento de efluentes e a necessidade da quebra de paradigmas foi ressaltada no evento


     



  


Por Victor Faverin

Com o objetivo de inserir novos protagonistas no setor de saneamento e muni-los com ferramentas que auxiliem no mercado de trabalho, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-SP), participou no dia 22 de maio da VIII Semana de Meio Ambiente, organizada por alunos da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus Sorocaba.

            Com a primeira palestra, intitulada “Tratamento de Água com vistas ao reuso utilizando a tecnologia MBR (Membrane Bio Reactor)”, Rubens Francisco Junior, diretor de tecnologia da Aquamec, contextualizou o tema ao falar do desafio global enfrentado pelo saneamento ambiental. “Hoje em dia, morrem mais crianças devido à água poluída do que pela guerra. Atualmente, 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no mundo”, disse.

            De acordo com ele, o MBR é largamente utilizado para se tratar os efluentes oriundos de processos produtivos e é aplicado, inclusive, no projeto Aquapolo, parceria da Sabesp e Foz do Brasil, que fornece água de reuso para empresas do Pólo Petroquímico de Capuava, no ABC Paulista e tem capacidade de fornecimento para os municípios e empresas próximas aos 17 km de sua adutora.

            Segundo Francisco Junior, as membranas submersas tendem a ser mais utilizadas no mercado, devido à facilidade operacional. “Há cerca de 30 anos, não havia muita preocupação com o lodo gerado. Hoje, graças à tecnologia MBR, se confere muita atenção a este fator”, salientou. Para finalizar, apresentou aos alunos presentes o exemplo de Cingapura, país que é referência mundial no reuso de água.

            “Naquele país, 95% da água de reuso produzida é destinada à indústria. O restante é misturado aos mananciais para ser distribuído à população”, conta. “As plantas de água de reuso de Cingapura superam os Padrões de Água Potável estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”, conclui. Para ele, utilizar este mesmo sistema na Região Metropolitana de São Paulo é viável e uma das formas de resolver a crescente escassez de abastecimento na cidade.

            Em seguida, Wanderley da Silva Paganini, professor do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), ministrou a palestra “O Setor de Saneamento: desafios para os jovens profissionais e panorama do saneamento no mundo e no Brasil”.

            O professor destacou a importância da educação sanitária ambiental à sociedade. “Esta é, talvez, a mais potente barreira sanitária que existe. Ensinar ao morador de uma região carente sobre a importância da lavagem das mãos é, muitas vezes, mais importante e efetivo do que uma obra de infraestrutura de saneamento naquele local”, afirmou.

            De acordo com Paganini, o crescimento da população se dá em regiões sem estrutura adequada e este é um dos problemas mais incisivos atualmente. Com uma fala de orientação voltada aos alunos presentes, o professor enumerou três temas que demandarão muito trabalho e plena satisfação profissional futuramente: cidades, clima e energia.

Em seguida, para aproximadamente 100 presentes, entre professores e alunos, Reynaldo Young, 1º secretário da ABES-SP, falou sobre a importância da experiência associativa como mecanismo vital à construção da pessoa enquanto indivíduo social e profissional.

            Posteriormente, conferiu um perfil da Associação, que foi fundada em 1967, época de efervescência do setor, com altos investimentos em infraestrutura. “A ABES, desde a criação, esteve presente na formulação de políticas públicas voltadas às questões do setor no Brasil, como o abastecimento de água, coleta de esgoto e de resíduos”, destacou.

            O diretor ainda citou a crescente discussão sobre questões de mudanças climáticas que se fazem presentes nos fóruns da ABES. “Temos, também, engajamento em programas sociais, como o Projeto Cooperativa União Ambiental e Artesanal Mofarrej, em que projetamos, em parceria com a Fundação Educacional Inaciana (FEI), um carrinho coletor de óleo de cozinha para catadores”.

            Para finalizar o evento, Jaqueline Rocha, secretaria da Subseção Itapetininga da ABES-SP, falou a respeito do programa Jovens Profissionais do Saneamento (JPS), cujo objetivo é fornecer uma rede de oportunidade de desenvolvimento contínuo para despertar habilidades e lideranças entre os jovens que começam a atuar na área do saneamento ambiental, bem como satisfazer as necessidades presentes e futuras do setor.
           
            Além das palestras, a ABES-SP também participou da VIII Semana de Meio Ambiente com um stand de venda de livros técnicos, além da divulgação sobre os projetos e a linha de atuação em que está inserida.  
Vamos ajudar a limpar a nossa Cidade !



quinta-feira, 24 de maio de 2012



Posicionamento sobre impactos no novo Código Florestal

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental Seção São Paulo, entidade sem fins lucrativos de âmbito nacional que preconiza a defesa da saúde pública, a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida da sociedade,  entende que a Exma. Sra. Presidenta da República, Dilma Roussef, deva vetar o Projeto de Lei que pretende alterar o Código Florestal, aprovado pelo Congresso Nacional.
Sob a ótica dos aspectos estritamente técnicos, considerando-se a relevância da cadeia produtiva, do uso racional e da conservação dos recursos naturais, entende-se que as alterações do PL 1876/99, representa um retrocesso das políticas publicas que norteiam o desenvolvimento social e econômico do país em bases sustentáveis.
É de conhecimento de todos que o incremento da cobertura vegetal está intimamente relacionado com a questão do aquecimento global como uma das medidas possíveis para minimizar os impactos efetuados pelo homem no nosso planeta, intensificados sobremaneira no último século.
Nos tempos em que vivemos, onde o tema do aquecimento global sai dos institutos e academias de pesquisa e vem fazer parte da nossa realidade, é necessário que modifiquemos efetivamente nossas posturas com relação ao nosso estilo de vida, às nossas opções de consumo, revendo as bases do nosso sistema produtivo e, por consequência, da estrutura sócio-econômica em vigor. Este quadro deve ensejar mudanças de paradigmas, considerando-se que o interesse coletivo sempre deve se sobrepor ao interesse particular.

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